quinta-feira, 30 de abril de 2026
CRISE HUMANITÁRIA

Conflito no Oriente Médio pode levar 25% do Líbano à fome aguda

Um relatório indica que cerca de 1,2 milhão de pessoas no país podem enfrentar fome como consequência da guerra

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 29 de abril de 2026
libano
Foto: Reprodução

A guerra no Oriente Médio já provoca efeitos diretos na vida da população libanesa. Um relatório apoiado pela ONU indica que cerca de 1,2 milhão de pessoas no país podem enfrentar fome aguda, cenário associado à intensificação dos confrontos e ao agravamento das condições econômicas.

Um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura do Líbano, aponta que a insegurança alimentar se deteriorou rapidamente. Entre os fatores citados estão deslocamentos internos, instabilidade econômica e a continuidade dos conflitos. O documento também alerta que, sem assistência humanitária e sem melhora nas condições de segurança, a tendência é de agravamento nos próximos meses.

 

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OMS alerta para ataques a hospitais no Líbano

A área da saúde também sofre pressão crescente. A Organização Mundial da Saúde informou aumento global nos ataques a hospitais e profissionais desde o início do conflito. Segundo a OMS, dezenas de unidades de saúde já foram fechadas ou danificadas, ampliando o impacto humanitário da guerra no país.

“Quando a assistência médica é mais necessária, ela está sendo atacada […] Esses ataques estão tendo um impacto profundo no funcionamento dos serviços”, afirmou diretor de Intervenções de Saúde em Emergências da OMS, Altaf Musani, a jornalistas em Genebra.

Paralelamente, os ataques no sul do Líbano seguem mesmo após o anúncio de cessar-fogo. Entre terça-feira (28) e a madrugada de quarta-feira, ao menos dez pessoas morreram em bombardeios registrados por autoridades locais. Desde o início de março, mais de 2,5 mil pessoas morreram e outras 7,8 mil ficaram feridas no país, de acordo com o Ministério da Saúde. A escalada começou após o Hezbollah retaliar os ataques israelenses em território iraniano em 28 de fevereiro.

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