quinta-feira, 7 de maio de 2026
CHATGPT, GEMINI...

Brasileiros da geração Z estão entre os que mais usam IA no mundo, aponta estudo

Levantamento internacional mostra que jovens brasileiros ficam atrás apenas da Índia no uso de inteligência artificial; país supera potências como Estados Unidos, Japão e Alemanha

Bia Salespor Bia Sales em 7 de maio de 2026
Brasileiros da geração Z estão entre os que mais usam IA no mundo, aponta estudo
(Imagem: Getty Images/The New York Times Licensing Group)

O Brasil, conhecido há anos como “o país do WhatsApp”, agora também pode ser chamado de um dos países do ChatGPT. Um levantamento internacional divulgado pela consultoria Manochi colocou os brasileiros da geração Z entre os maiores usuários de inteligência artificial generativa do planeta.

Segundo a atualização de meio de ano do relatório Digital 2026, produzida pela Manochi em parceria com a agência We Are Social, 70,1% dos brasileiros entre 16 e 24 anos usam o ChatGPT mensalmente. O número coloca o Brasil na segunda posição mundial em adoção de IA generativa entre jovens, atrás apenas do Marrocos, que lidera com 82,3%.

O percentual brasileiro chama atenção porque supera com folga a média global, que é de 55,4%, além de ficar quase 25 pontos acima dos jovens norte-americanos, que registraram 45,9% de uso mensal. Atrás do Brasil aparecem países como Suíça (69%), Hong Kong (30,6%) e Japão (28,9%).

O relatório aponta que o crescimento da inteligência artificial acontece em ritmo recorde no mundo. Atualmente, 2,42 bilhões de pessoas usam IA generativa mensalmente — um salto de 141% em apenas 12 meses, considerado o avanço mais rápido já registrado para uma tecnologia de consumo.

No total, 4,02 bilhões de adultos conectados já utilizam algum tipo de inteligência artificial mensalmente.

O estudo destaca que o Brasil lidera em adoção principalmente por ser um mercado fortemente “mobile-first”, onde os smartphones dominam o acesso digital. Hoje, 89,1% dos aparelhos em uso são celulares inteligentes.

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Além disso, o WhatsApp se consolidou como uma espécie de “infraestrutura digital” do cotidiano brasileiro, sendo utilizado não apenas para conversas pessoais, mas também para negócios, vendas, atendimento e trabalho.

Outro ponto destacado é a mudança de comportamento da geração Z brasileira, que começa a trocar os mecanismos tradicionais de busca pelo chamado “prompting” — conversas feitas diretamente em plataformas de IA como ChatGPT, Gemini e Claude.

Apesar disso, o relatório aponta que a decisão final de compra ainda continua muito ligada aos meios tradicionais, como televisão, sites e redes sociais.

IA: ferramenta de busca por informações

Entre os principais usos da IA no mundo, a busca por informações lidera, sendo citada por 58,8% dos usuários. Em seguida aparecem pedidos de conselhos e soluções para problemas (37,8%), aprendizado e desenvolvimento de habilidades (37%) e entretenimento (26,5%).

O levantamento também mostrou quais são os maiores receios das pessoas em relação à inteligência artificial. A principal preocupação envolve informações falsas, respostas imprecisas e as chamadas “alucinações” da IA, citadas por 26,7% dos entrevistados. O impacto nos empregos e na economia aparece em segundo lugar, com 22,3%.

Já os temores mais extremos sobre riscos existenciais para a humanidade ficaram entre as menores preocupações reais dos usuários, sendo mencionados por apenas 6,7%.

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