sexta-feira, 8 de maio de 2026
NEGÓCIOS

Comércio de rua lidera compras para o Dia das Mães; veja tendências

Comércio aposta em aumento nas vendas para uma das datas mais importantes do ano

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 7 de maio de 2026
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Foto: Divulgação

O comércio de rua deve concentrar a maior parte das compras para o Dia das Mães em 2026 e reforça a força das lojas físicas mesmo diante do avanço das vendas digitais. Considerada a segunda data mais importante para o varejo brasileiro, atrás apenas do Natal, a celebração movimenta diferentes segmentos da economia e impulsiona setores como vestuário, cosméticos, calçados, flores, eletrônicos e alimentação.

Levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL) mostra que 58,6% dos consumidores pretendem comprar presentes em lojas de rua. Os shoppings aparecem em seguida, com 27,6% da preferência, enquanto a internet soma 23,2% das intenções de compra. As redes sociais foram citadas por 6,4% dos entrevistados como canal de aquisição.

A pesquisa ouviu 203 consumidores e aponta que 87,7% pretendem presentear no Dia das Mães deste ano. Outros 8,4% ainda não decidiram se irão às compras. O levantamento reforça o peso da data para o comércio local, especialmente em um cenário de desaceleração econômica e maior cautela no consumo.

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Foto: Divulgação

Roupas e cosméticos puxam vendas no varejo

Entre os produtos mais procurados pelos consumidores em Anápolis, as roupas lideram as intenções de compra, com 28,1%. Em seguida aparecem os cosméticos, com 24,6%. Calçados e flores registraram 18,2% cada, enquanto eletrodomésticos representam 10,3% das escolhas. Eletrônicos e celulares também aparecem entre os itens mais buscados.

O comportamento identificado pela CDL acompanha a tendência nacional observada em pesquisas de mercado. Levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro aponta que os itens de beleza lideram as preferências em todo o país, citados por 52% dos entrevistados. Roupas e acessórios aparecem logo atrás, com 46%, seguidos por chocolates, flores e cestas de café da manhã.

A variedade de faixas de preço é um dos fatores que explicam o desempenho desses setores. Produtos ligados à moda e à beleza conseguem atingir diferentes perfis de consumidores, desde compras mais simples até presentes considerados premium, ampliando o potencial de vendas para o varejo.

Leia também: Presentes mais caros ou mais baratos? Dia das Mães expõe guerra de preços

Consumidor pretende gastar mais em 2026

Apesar do cenário econômico ainda marcado pelo alto endividamento das famílias brasileiras, a intenção de gasto para o Dia das Mães mostra um consumidor disposto a investir mais nos presentes. Segundo a pesquisa da CDL, 35% pretendem gastar acima de R$ 200.

Outros 23,6% devem desembolsar entre R$ 100 e R$ 150, enquanto 20,7% planejam investir entre R$ 150 e R$ 200. O comportamento demonstra que a data mantém forte apelo emocional e segue sendo tratada como prioridade no orçamento de muitas famílias.

Em nível nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 1,5% nas vendas do varejo para o período, com movimentação estimada em R$ 14,47 bilhões. Já a expectativa apresentada pela CDL Anápolis aponta avanço em torno de 2% nas vendas.

Para o presidente da CDL Anápolis, Luis Miguel Mendes, o crescimento ainda é moderado, mas representa reação positiva do comércio diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país. Ele destaca que o momento exige cautela tanto dos empresários quanto dos consumidores.

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Foto: Divulgação

Comércio físico mantém força mesmo com avanço digital

Mesmo com o crescimento do comércio eletrônico nos últimos anos, o levantamento mostra que os consumidores continuam valorizando a experiência presencial nas compras para o Dia das Mães. A possibilidade de ver o produto, experimentar itens e levar o presente imediatamente ainda pesa na decisão de compra.

O desempenho das lojas de rua também está ligado à tradição da data e ao fortalecimento das campanhas promocionais realizadas pelo varejo local. Em cidades como Anápolis, comerciantes apostam em vitrines temáticas, horários ampliados e condições especiais de pagamento para atrair consumidores.

Os shoppings seguem como alternativa importante, especialmente para quem busca praticidade e variedade em um único local. Já as compras online mantêm participação relevante impulsionadas por promoções, comodidade e entregas rápidas.

Mesmo com perspectivas positivas para o varejo, o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras segue como um fator de atenção. Dados da CNC mostram que o índice de famílias endividadas atingiu 80,4% em março de 2026, o maior percentual da série histórica.

O cenário tem levado consumidores a pesquisarem mais preços, reduzirem compras por impulso e priorizarem presentes com melhor custo-benefício. Ainda assim, o Dia das Mães continua sendo uma das principais datas de faturamento do primeiro semestre para o comércio brasileiro.

 

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