No STF, Flávio Bolsonaro se reúne com Fachin e diz não querer ‘atrito’ entre os Poderes
Encontro foi solicitado pelo pré-candidato do PL à Presidência. A Suprema Corte deve julgar nas próximas semanas ações que contestam Lei da Dosimetria, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), se reuniu nesta quarta (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Após a reunião, Flávio disse que não quer “atrito institucional” entre Poderes, mas fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O pré-candidato do PL disse que, na conversa com Fachin, falou sobre o que “pensa do Brasil” e que tem um perfil “centrado”, que, enquanto pré-candidato, vai se comportar de forma propositiva, sem reagir a provocações.
“Óbvio que isso [provocação] vai acontecer no período pré-eleitoral, mas essa é a minha vontade: focar pra onde eu quero levar o Brasil”, acrescentou Flávio. O encontro, o primeiro entre o ministro e Flávio, ocorreu no gabinete de Fachin, na Suprema Corte, e foi solicitado pelo senador antes da derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto do presidente Lula ao projeto da Dosimetria.
“Foi uma oportunidade boa de conversa, de olho no olho, com uma pessoa [Fachin] que, a minha percepção sempre foi essa, e se confirmou, de um ministro equilibrado, que quer olhar pra frente, e que respeita as instituições, como eu também. Apenas para mostrar, como pré-candidato, a exemplo do que eu conversava com o ex-presidente Jair Bolsonaro, quero paz para fazer o meu melhor, sem precisar ficar amenizando qualquer atrito institucional que possa acontecer entre os poderes”, afirmou Flávio.
A derrubada do veto pelo Congresso aconteceu no dia 30 de abril e, com a decisão dos congressistas, a Lei da Dosimetria foi promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após Lula se recusar a fazê-lo. O chefe do Planalto decidiu não promulgar a lei, e deixou a tarefa para Alcolumbre, porque a legislação pode vir a beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e outros condenados por atos antidemocráticos e pela trama golpista.