sexta-feira, 22 de maio de 2026
Eleições 2026

PDT de Goiás apoiará Lula, se afasta de Caiado e pode ter nome ao governo

Kowalsky Ribeiro assumiu a presidência estadual da sigla com promessa de reestruturação partidária e palanque forte para o petista no Estado

Thiago Borgespor Thiago Borges em 22 de maio de 2026
6 abre Posse de Kowalsky no PDT de Goias Foto Divulgacao PDT
Procurador-geral da Câmara de Goiânia, Kowalsky Ribeiro assumiu o comando do partido no Estado | Foto: Divulgação/PDT

O PDT vive um novo momento em Goiás. O procurador-geral da Câmara Municipal de Goiânia, Kowalsky Ribeiro, assumiu o comando do partido no Estado e irá conduzir a reestruturação da legenda em solo goiano, após a sigla ficar sob a tutela da deputada federal Flávia Morais e do deputado estadual Dr. George Morais por quase duas décadas. O casal migrou para o MDB na janela partidária.

O novo presidente do PDT goiano explicou para a reportagem do O HOJE que o partido vive um momento de “reorganização e fortalecimento partidário”. “A prioridade inicial será consolidar a estrutura da legenda no Estado, ampliar o diálogo com lideranças regionais e construir nominatas competitivas para deputado estadual e deputado federal”, destaca Kowalsky.

Segundo o mandatário, o partido já atua na formação de chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e para a Câmara dos Deputados. “Estamos dialogando com lideranças políticas, representantes de setores produtivos, juventude, advocacia, movimento sindical e segmentos populares. A meta é formar chapas qualificadas, com densidade eleitoral e identidade programática, capazes de recolocar o PDT em posição de protagonismo político no Estado”, frisa Ribeiro.

Kowalsky tomou posse do comando da legenda na última quarta-feira (20) em evento na Câmara Municipal, ao lado do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Sob o comando do procurador da Câmara, o partido irá avaliar se terá candidatura própria ao Governo do Estado ou se apoiará um dos projetos já estabelecidos.

Antes, com Flávia e Dr. George, o partido compunha o arco de alianças da base aliada do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Os ex-mandatários pedetistas migraram para o MDB na última janela partidária.

“Tenho respeito pessoal pelo governador Ronaldo Caiado, assim como respeito ao vice-governador Daniel Vilela e todas as lideranças que participam da vida pública do Estado. Mas, a política exige coerência de projeto. Eu tenho um compromisso político firmado com o presidente Carlos Lupi e com o projeto nacional do PDT de contribuir para a consolidação de um palanque forte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás”, destaca o mandatário.

“Entendo que, diante de uma eventual candidatura presidencial de Caiado, haverá naturalmente dificuldades políticas para setores aliados ao governo estadual estarem no mesmo campo eleitoral do presidente Lula em Goiás. Isso não é uma questão pessoal, é uma consequência objetiva do cenário nacional”, avalia.

Leia mais: Congresso derruba vetos de Lula e atende pedido de prefeitos

Debate aberto

Sobre a possível disputa pelo Palácio das Esmeraldas, o presidente do PDT em Goiás explica que o partido manterá o debate aberto para avaliar todos os cenários possíveis dentro de “um campo democrático e progressista”. “Neste momento, qualquer definição sobre candidatura própria, apoio ao PT ou eventual composição com outras forças políticas, como o grupo do ex-governador Marconi Perillo, será construída coletivamente e no tempo adequado”, afirma Kowalsky.

O mandatário do PDT goiano ainda ressaltou que, no caso de uma composição com Marconi, o tucano precisaria rever ações judiciais. O ex-governador processou Kowalsky em 2012, em ação judicial que perdura até os dias de hoje. Um possível apoio do PDT ao projeto de Marconi começou a ser especulado em razão da proximidade de Ribeiro com o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania), que será candidato a deputado estadual pela base tucana.

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