Eduardo Cunha atribui ascensão de Bolsonaro ao impeachment de Dilma Rousseff
Ex-presidente da Câmara afirma que mudança política ocorrida em 2016 abriu caminho para a eleição do ex-presidente em 2018
O ex-deputado federal Eduardo Cunha afirmou que a ascensão política do ex-presidente Jair Bolsonaro está diretamente ligada ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Contexto Metrópoles, na qual Cunha avaliou os desdobramentos políticos que sucederam a crise institucional de 2016.
Segundo o ex-parlamentar, a mudança de governo provocada pela destituição de Dilma criou as condições que favoreceram o crescimento de Bolsonaro no cenário nacional. Cunha presidia a Câmara dos Deputados durante a tramitação do processo de impeachment e teve papel central na condução dos trabalhos que culminaram no afastamento definitivo da então presidente.
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Na época, o ex-deputado havia rompido com o governo petista e passou a liderar uma série de embates políticos com o Palácio do Planalto. Paralelamente, também era alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Em novembro de 2016, teve o mandato cassado e ficou inelegível por oito anos em decisão da Câmara dos Deputados.
Posteriormente, Cunha conseguiu reverter a inelegibilidade por meio de decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o que lhe permitiu disputar as eleições de 2022. Apesar disso, não foi eleito. Atualmente, o ex-presidente da Câmara articula seu retorno à política e pretende concorrer novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026, desta vez pelo estado de Minas Gerais, após transferir seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro.