sábado, 7 de novembro de 2026
Moraes

Moraes pede manifestação da PGR sobre recurso de Mauro Cid para encerrar cumprimento de pena

Defesa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro sustenta que restrições cautelares já equivalem ao tempo total da condenação estabelecida em acordo de delação

Eduardo Silvapor em
Moraes pede manifestação da PGR sobre recurso de Mauro Cid para encerrar cumprimento de pena
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um recurso apresentado pelo tenente-coronel Mauro Barbosa Cid. O militar busca o reconhecimento de que já cumpriu integralmente a pena prevista em seu acordo de colaboração premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

No recurso, a defesa argumenta que as medidas cautelares impostas ao ex-ajudante de ordens desde maio de 2023 devem ser consideradas no cálculo da execução penal. Entre as restrições citadas estão o recolhimento domiciliar no período noturno e o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo os advogados, essas limitações à liberdade se estendem há mais de dois anos e cinco meses e produziram efeitos equivalentes ao cumprimento da pena fixada em dois anos de prisão em regime aberto.

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Os defensores também mencionam entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça no Tema 1.155, que admite o abatimento do período de recolhimento domiciliar obrigatório noturno e em dias de folga no cálculo da pena. A tese sustenta que esse tipo de medida restringe significativamente a liberdade de locomoção do acusado e, por isso, deve ser levado em consideração na execução penal.

Ao analisar pedido semelhante anteriormente, Moraes rejeitou a solicitação. O ministro entendeu que o artigo 42 do Código Penal prevê a compensação apenas do período efetivamente cumprido em prisão provisória, sem incluir medidas cautelares alternativas. Na ocasião, a própria PGR também se manifestou contra o pedido, argumentando que o desconto da pena exige privação efetiva da liberdade em estabelecimento prisional ou em regime de prisão domiciliar integral, situação que não se aplicaria ao caso de Mauro Cid. Agora, com o novo recurso apresentado pela defesa, o Ministério Público Federal voltará a se pronunciar antes de uma nova decisão do relator.

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Alexandre de Moraes mauro cid PGR

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