Exportações goianas superam US$ 1,3 bi e garantem saldo positivo na balança
Soja, carne bovina e sulfeto de cobre lideraram as vendas externas; China segue como principal parceira comercial do Estado
Goiás encerrou o mês de maio de 2026 com um saldo positivo de US$ 802,6 milhões na balança comercial, resultado que reforça a força da economia estadual no cenário nacional. Os dados foram divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e mostram que o Estado exportou US$ 1,3 bilhão e importou US$ 502,2 milhões no período.
Além disso, o fluxo total do comércio exterior goiano alcançou US$ 1,8 bilhão, garantindo ao Estado a oitava posição entre os maiores exportadores do Brasil. Com esse desempenho, Goiás respondeu por 4,5% de todas as exportações brasileiras registradas em maio.
O levantamento também destaca a evolução das vendas externas ao longo da última década. Em maio de 2017, Goiás exportava US$ 589,9 milhões. Já em maio deste ano, o valor ultrapassou a marca de US$ 1,3 bilhão, representando um crescimento acumulado superior a 120%. O resultado demonstra a expansão da capacidade produtiva do Estado e o fortalecimento de setores estratégicos voltados ao mercado internacional.
A agroindústria continua sendo o principal motor das exportações goianas. A soja liderou o ranking dos produtos mais vendidos ao exterior, movimentando US$ 591 milhões. Em seguida aparecem as carnes bovinas congeladas e desossadas, que somaram US$ 172,8 milhões, e o sulfeto de cobre, responsável por US$ 116,6 milhões em exportações.
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Enquanto isso, as importações foram puxadas principalmente pelo setor de saúde e pela indústria. Os produtos imunológicos lideraram as compras externas, com US$ 122,4 milhões. Na sequência aparecem os medicamentos, com US$ 24,8 milhões, e os cloretos de potássio, utilizados principalmente na produção agrícola, que totalizaram US$ 18,1 milhões.
A China permaneceu como o principal parceiro comercial de Goiás tanto nas exportações quanto nas importações. As relações comerciais com o país asiático geraram um superávit superior a US$ 530 milhões para a economia goiana, consolidando a importância do mercado chinês para o desempenho do Estado.
Apesar do crescimento das importações ao longo dos últimos anos, passando de US$ 328,4 milhões em maio de 2017 para US$ 502,2 milhões em maio de 2026, as exportações avançaram em ritmo mais acelerado.
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