Moraes pede explicações de Bolsonaro sobre arma apreendida com agente do GSI
Ministro do STF quer esclarecimentos sobre a presença de uma pistola registrada em nome do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar e cobra informações sobre os procedimentos de segurança adotados pela PM do Distrito Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma pistola apreendida com um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em Taguatinga. A arma, uma Glock calibre 9 milímetros, estava registrada em nome de Bolsonaro, conforme consulta ao sistema Sigma, do Exército Brasileiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, o agente abordado pelos policiais se identificou como integrante do GSI da Presidência da República e afirmou que transportava a arma para realizar um reparo, com a intenção de devolvê-la à residência do ex-presidente no dia seguinte. Inicialmente, o servidor informou que o armamento estaria vinculado à sua carteira funcional. No entanto, durante a fiscalização, os policiais constataram que não havia registro em nome do agente. Posteriormente, ele admitiu que a pistola pertencia a Bolsonaro.
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Diante das informações, Moraes questionou por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar humanitária. Além disso, o ministro solicitou esclarecimentos sobre a necessidade de encaminhar o armamento para reparo justamente às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido para o cumprimento da medida. No despacho, Moraes destacou que a defesa deve explicar “a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente”, além de justificar a manutenção do equipamento.
Além de cobrar explicações da defesa de Bolsonaro, o ministro também determinou que o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal informe se as medidas de segurança relacionadas ao regime domiciliar estão sendo cumpridas integralmente. Moraes quer saber, especialmente, se os veículos que deixam a residência do ex-presidente — incluindo aqueles utilizados pela equipe oficial de segurança — estão sendo submetidos às revistas previstas na decisão judicial.