quinta-feira, 9 de julho de 2026
ALIMENTAÇÃO

Valor da cesta básica sobe em 17 capitais brasileiras

Na contramão da maioria das capitais brasileiras, em Goiânia a cesta básica ficou mais barata

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 9 de julho de 2026 às 20:00
cesta basica
Goiânia ficou entre as 10 cidades pesquisadas que registraram redução no custo da cesta em junho (Foto: Valter Campanato /ABr /Arquivo)

A cesta básica ficou mais barata em Goiânia no mês de junho de 2026, na contramão da maior parte das capitais brasileiras. O levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o valor médio do conjunto de alimentos na Capital caiu 0,54% em relação a maio, chegando a R$ 821,22.

Com o resultado, Goiânia ficou entre as 10 cidades pesquisadas que registraram redução no custo da cesta no período. Em outras 17 capitais, houve aumento nos preços. A maior alta foi identificada em Boa Vista, com crescimento médio de 3,28%, seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A redução registrada em Goiânia foi influenciada principalmente pela queda no preço de alguns produtos. A batata teve recuo de 7,17%, enquanto o tomate e o café em pó apresentaram redução de 4,82% cada. Os produtos ajudaram a aliviar o custo final da cesta, apesar da pressão de outros itens.

Entre os alimentos que ficaram mais caros na Capital, o destaque foi o feijão carioca, que apresentou alta de 13,07% em junho.  Além do feijão, outros produtos também registraram aumento no país, como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral. 

Diferença entre capitais

Entre as capitais pesquisadas, São Paulo apresentou a cesta básica mais cara em junho, com custo médio de R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Já os menores valores médios foram registrados em Aracaju, com R$ 630,40, São Luís, com R$ 654,73, Maceió, com R$ 671,41, e Natal, com R$ 686,07. A comparação considera as diferenças na composição da cesta entre as regiões Norte e Nordeste e as demais localidades.

Com base no valor da cesta mais cara do país e nos critérios previstos na Constituição Federal, que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 8.110,92.

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