terça-feira, 21 de julho de 2026
POLÍTICA

“Problema a gente não esconde, a gente enfrenta”, diz Celina Leão ao defender primeiros 90 dias de governo no DF

Em lançamento da pré-candidatura na Ceilândia, governadora faz balanço da gestão, destaca investimentos em saúde, obras e assistência social e afirma que governo “está na rua” para atender a população

Jéssica Nascimentopor Jéssica Nascimento em 21 de julho de 2026 às 08:30
“Problema a gente não esconde, a gente enfrenta”, diz Celina Leão ao defender primeiros 90 dias de governo no DF
Em lançamento da pré-candidatura na Ceilândia, governadora faz balanço da gestão, destaca investimentos em saúde, obras e assistência social e afirma que governo "está na rua" para atender a população. (Foto: Jéssica Nascimento/ O Hoje)

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), utilizou o evento de lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti, realizado na Ceilândia, para fazer um balanço dos primeiros meses à frente do Governo do Distrito Federal (GDF). Em discurso, a chefe do Executivo reconheceu os desafios enfrentados pela administração, especialmente na saúde pública, mas afirmou que a gestão tem priorizado investimentos, obras e a ampliação dos serviços públicos.

“Que nós temos problemas, sim, mas problema a gente não esconde, a gente enfrenta. Eu sou uma governadora que visita a UPA, que visita o hospital, que escuta crítica, mas que trabalha para melhorar todos os dias”, declarou.

Ao abordar a situação da rede pública de saúde, Celina afirmou que o governo já destinou mais de R$ 100 milhões em investimentos para hospitais do Distrito Federal. Segundo ela, somente o Hospital Regional de Ceilândia passa por intervenções em cerca de 30 pontos da unidade.

“Nós já gastamos mais de R$ 100 milhões de investimento dentro dos hospitais. Aqui na Ceilândia tem 30 pontos dentro do hospital sendo reformados. Estamos construindo mais oito UPAs, três hospitais e vamos nomear mais servidores públicos para a saúde. Antes da minha saída, nomeamos quase 800 servidores e destinamos recursos para a contratação de 508 médicos”, afirmou.

A governadora ponderou, no entanto, que ainda há demandas a serem atendidas e pediu que os resultados sejam analisados considerando o tempo de gestão.

“Falta muita coisa ainda, mas vocês têm que pensar que nós temos menos de 90 dias de governo”, disse.

Durante o discurso, Celina também ressaltou ações voltadas à assistência social, citando a sanção da lei que instituiu a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua.

“Nós sancionamos uma lei para acolher os moradores de rua. Nós não vamos deixar as pessoas ficarem humilhadas no meio da rua. Nós sabemos da nossa missão: cuidar das pessoas que precisam, dar carinho, dar a mão e acolher de verdade”, afirmou.

A governadora ainda associou sua atuação à fé e disse que encara o mandato como uma missão.

“Todos os dias eu ajoelho e peço sabedoria a Deus. Essa caneta que está na minha mão não é minha, é Dele. Peço que Ele coloque meus pés onde eu devo estar e me dê sabedoria para ser uma governadora justa”, declarou.

Ao falar diretamente ao público presente, Celina afirmou que sua gestão busca aproximar o governo da população e destacou o programa GDF na Sua Porta, criado no início de seu mandato para concentrar serviços públicos e obras nas regiões administrativas. O programa foi instituído por decreto e reúne ações de diversas secretarias em atendimentos itinerantes à população.

“A gente tem menos de 90 dias como governadora e fez muita coisa. São mais de 300 ordens de serviço no GDF na Sua Porta e R$ 250 milhões investidos na porta da casa do cidadão, trocando parada de ônibus, reformando parquinhos e levando melhorias para as cidades”, afirmou.

O programa já passou por diferentes regiões administrativas, incluindo Ceilândia, onde o governo anunciou anteriormente um pacote de aproximadamente R$ 30 milhões em obras e serviços, com intervenções em infraestrutura, saúde, mobilidade e regularização fundiária.

Encerrando o discurso, Celina afirmou que a disputa eleitoral representa a continuidade de um projeto de governo voltado à ampliação dos serviços públicos e ao atendimento da população mais vulnerável.

“Vocês não estão abraçando apenas uma candidatura. Estão abraçando uma missão de cuidar das pessoas, especialmente de quem mais precisa”, concluiu.

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