terça-feira, 11 de agosto de 2026
Petróleo

Petróleo fecha em alta com escalada das tensões entre EUA e Irã e temor de desabastecimento

Mercado reage ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à preocupação com possíveis interrupções no transporte global de petróleo

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em
Petróleo fecha em alta com escalada das tensões entre EUA e Irã e temor de desabastecimento
Foto: Governo Federal

Os preços internacionais do petróleo encerraram esta quarta-feira (22) em forte alta, impulsionados pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo receio de que o conflito provoque novas interrupções no abastecimento mundial da commodity. O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,36% e fechou cotado a US$ 94,07 para entrega em setembro, após superar a marca de US$ 95 durante o pregão pela primeira vez em quase seis semanas.

No mercado norte-americano, o barril do West Texas Intermediate (WTI), também para entrega em setembro, registrou alta de 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83. A valorização ocorreu em meio à intensificação das operações militares no Oriente Médio e às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que responderá com ataques a infraestruturas civis caso o Irã volte a atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

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O estreito é considerado uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo, concentrando o transporte de aproximadamente um quinto da produção global da commodity. Além da disputa envolvendo Washington e Teerã, o mercado acompanha a decisão dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, de anunciar um bloqueio aos portos da Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo. Analistas avaliam que a combinação desses fatores aumenta o risco de restrições na oferta internacional.

Especialistas do mercado apontam que um eventual comprometimento das exportações sauditas, somado às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, pode reduzir significativamente o abastecimento global e pressionar ainda mais os preços. Diante desse cenário, investidores seguem monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que continua sendo o principal fator de influência sobre as cotações internacionais do petróleo.

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