quinta-feira, 23 de julho de 2026
Crescimento

Goiânia lidera abertura de empresas em Goiás com quase 4,8 mil novos negócios em junho

Capital concentra mais de 409 mil empresas ativas e especialistas destacam que planejamento é essencial para garantir crescimento sustentável

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 23 de julho de 2026 às 12:28
Goiânia lidera abertura de empresas em Goiás com quase 4,8 mil novos negócios em junho
Reprodução

Goiânia foi o município que mais abriu empresas em Goiás durante o mês de junho. Dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) apontam que a capital registrou 4.799 novos negócios no período, reforçando o ritmo de expansão do empreendedorismo no estado.

No primeiro semestre de 2026, Goiás contabilizou 130.861 novas empresas, sendo 99.347 Microempreendedores Individuais (MEIs) e 31.514 empreendimentos enquadrados em outras naturezas jurídicas. Atualmente, o estado possui mais de 1,3 milhão de empresas ativas, sendo que 409.585 estão localizadas em Goiânia.

Empreendedorismo em alta

Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o avanço na abertura de empresas indica um cenário de confiança por parte dos empreendedores e demonstra que o mercado goiano continua atraindo investimentos.

“Esse crescimento mostra que existe disposição para empreender e buscar novas oportunidades, mesmo diante dos desafios econômicos. A abertura de novos negócios movimenta a economia, gera empregos e fortalece o ambiente empresarial”, afirma.

Entre os setores que mais impulsionam a abertura de empresas estão serviços, comércio, construção civil, saúde, educação e moda atacadista. Esses segmentos seguem como áreas de atração para novos empreendedores e contribuem para a diversificação da economia goiana.

Planejamento é desafio para novos negócios

Apesar do crescimento no número de empresas, o especialista alerta que a abertura do negócio representa apenas o início da trajetória empresarial. Segundo Denki, a falta de planejamento pode comprometer a continuidade da empresa nos primeiros anos de atividade.

“Abrir uma empresa é apenas o primeiro passo. É necessário definir corretamente o modelo societário, organizar contratos, cumprir obrigações legais e estruturar a gestão para reduzir riscos e garantir segurança ao empreendedor”, explica.

A predominância dos MEIs entre os novos registros reforça o papel dos pequenos negócios como principal porta de entrada para quem deseja empreender. No entanto, conforme a empresa cresce, novas responsabilidades surgem e podem exigir mudanças no enquadramento jurídico.

“Muitos empresários focam apenas nas vendas e deixam a parte jurídica em segundo plano. Questões tributárias, societárias e contratuais precisam ser avaliadas desde o início para evitar problemas no futuro”, destaca o advogado.

Estrutura jurídica deve acompanhar crescimento

Segundo Denki, o acompanhamento constante da evolução do negócio permite que o empresário identifique o momento adequado para realizar alterações na estrutura da empresa e adotar um modelo mais compatível com seu crescimento.

“O enquadramento empresarial deve acompanhar o desenvolvimento da empresa. Uma estrutura inadequada pode limitar a expansão e gerar dificuldades fiscais ou societárias. O planejamento jurídico precisa estar alinhado à estratégia do negócio”, ressalta.

Para o especialista, os números registrados em Goiânia mostram o potencial econômico da capital e reforçam a importância de uma gestão organizada para que os empreendimentos consigam aproveitar as oportunidades do mercado.

“Empreender exige planejamento e visão de longo prazo. Além de encontrar oportunidades, é fundamental construir uma base sólida para que a empresa cresça de forma segura e permaneça competitiva”, conclui.

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