Zuckerberg defende menos restrições à IA de código aberto e anuncia novos modelos da Meta
Zuckerberg afirma que os Estados Unidos precisam ampliar a competitividade tecnológica diante da China e distribuir o acesso à inteligência artificial
A Meta anunciou nesta segunda-feira (10) uma nova geração de modelos de inteligência artificial capazes de funcionar em computadores pessoais. A iniciativa foi apresentada pelo diretor-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, que defendeu a redução de barreiras ao desenvolvimento de sistemas de código aberto. Segundo o executivo, ampliar o acesso à tecnologia é estratégico para manter os Estados Unidos na liderança do setor. A declaração ocorre em meio ao debate sobre possíveis limites para o uso de ferramentas de IA no país.
Zuckerberg revelou que a companhia disponibilizará os parâmetros de seu modelo mais recente para download. Esses parâmetros correspondem aos cálculos e regras utilizados para determinar o comportamento de um sistema de inteligência artificial. A Meta também pretende lançar uma nova categoria de modelos abertos desenvolvidos para operar em computadores portáteis. Para o executivo, a chamada superinteligência deve ser distribuída de maneira ampla, permitindo que indivíduos tenham maior controle sobre a tecnologia.
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Em um ensaio divulgado junto ao anúncio, Zuckerberg comparou a estratégia da Meta com a de empresas como OpenAI e Anthropic, que trabalham principalmente com modelos fechados. Ele também afirmou que laboratórios estrangeiros possuem vantagens em determinadas áreas por enfrentarem menos restrições relacionadas aos dados utilizados no treinamento. Na avaliação do executivo, impedir o acesso a modelos estrangeiros não seria uma resposta eficiente. A prioridade, segundo ele, deveria ser tornar os sistemas americanos de código aberto mais competitivos globalmente.
A expansão da inteligência artificial também enfrenta resistência nos Estados Unidos devido ao impacto provocado pelos centros de dados necessários para sustentar esses sistemas. Essas estruturas consomem grandes quantidades de energia e têm gerado oposição em comunidades onde novas instalações são planejadas. Diante desse cenário, Zuckerberg afirmou que a Meta está criando um fundo destinado a apoiar diretamente moradores das regiões próximas aos seus centros de dados. A medida busca ampliar a relação da empresa com as comunidades afetadas pela expansão de sua infraestrutura.
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