terça-feira, 18 de agosto de 2026
Economia

Inflação acumula 4,44% em 12 meses; mercado prevê 5,02% em 2026

Expectativas para IPCA, PIB, dólar e taxa básica de juros permanecem estáveis nesta semana

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em
Inflação acumula 4,44% em 12 meses; mercado prevê 5,02% em 2026
Rafa Neddermeyer/ABr

As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira permaneceram praticamente estáveis nesta semana, de acordo com Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17). Para 2026, a projeção para a inflação oficial, medida pelo IPCA, foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,98%.

Também não houve alteração nas previsões para o dólar e a taxa básica de juros. O mercado espera que a moeda norte-americana encerre 2026 cotada a R$ 5,20, enquanto a Selic deve terminar o ano em 13,75% ao ano.

A expectativa para a inflação permanece acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central, de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para controlar a alta de preços, o principal instrumento utilizado pela autoridade monetária é a Selic. Juros elevados encarecem o crédito e tendem a reduzir o consumo, mas também podem limitar o ritmo de crescimento da economia.

Previsões para 2027

Para o próximo ano, o Focus apresentou pequenas mudanças. A projeção para o IPCA subiu de 4,22% para 4,24%, enquanto a estimativa para o crescimento do PIB caiu de 1,52% para 1,50%. Já a previsão para o dólar passou de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para indicadores como inflação, juros, câmbio e atividade econômica.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o IPCA desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07% em julho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, retornando ao intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central.

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