Dólar sobe ante o real após dados de inflação e PIB dos EUA
Dólar ganha força com inflação dos EUA acima das expectativas
O dólar ganhou força nesta quarta-feira (26) diante do real após a divulgação de novos dados sobre a economia dos Estados Unidos. O mercado avaliou principalmente os números de inflação e seus possíveis efeitos sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Às 10h33, o dólar à vista avançava 0,41%, cotado a R$ 5,1625. Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro, o mais negociado no mercado brasileiro, subia 0,24%, aos R$ 5,1665.
Na sessão anterior, na terça-feira (25), o dólar à vista havia encerrado o pregão em queda de 0,23%, aos R$ 5,1414.
Inflação dos EUA entra no radar dos investidores
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,2% em julho. Em junho, o indicador havia registrado queda de 0,1%.
Na comparação anual, o PCE acumulou alta de 3,7% nos 12 meses até julho. O resultado repetiu a taxa registrada em junho e ficou acima da previsão de 3,6% dos economistas.

Por outro lado, o núcleo do PCE, que exclui componentes mais voláteis, avançou 0,2% no mês. O resultado ficou dentro das expectativas.
O indicador recebe atenção especial dos investidores porque acompanha uma das principais referências utilizadas pelo Federal Reserve para avaliar a trajetória da inflação nos Estados Unidos.
PIB cresce 1,5% no segundo trimestre
Além dos dados de inflação, o mercado também analisou a atividade econômica dos Estados Unidos.
O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu 1,5% no segundo trimestre. O resultado ficou em linha com as expectativas dos economistas.
Com os números divulgados, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, ganharam força. Ao mesmo tempo, o dólar avançou diante de diversas moedas.
O movimento ocorreu em meio à avaliação de que uma inflação mais persistente pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre os juros.
Brasil divulga prévia da inflação
No mercado brasileiro, os investidores também acompanharam os dados do IPCA-15 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A prévia da inflação oficial registrou queda de 0,40% em agosto, depois de avançar 0,06% em julho. O resultado ficou abaixo da previsão de recuo de 0,30% indicada por economistas consultados pela Reuters.

Apesar da deflação, alguns componentes do indicador apresentaram pressão. Houve aceleração em determinados preços de serviços e na média dos núcleos de inflação.
Assim, os dados brasileiros também entraram no radar dos investidores durante a formação das cotações do dólar.
Por fim, o Banco Central programou para as 11h30 desta quarta-feira um leilão de 60 mil contratos de swap cambial. A operação tem como objetivo a rolagem de contratos com vencimento previsto para 1º de setembro.
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