Mercado de lavanderias cresce 16,8% no Brasil e avança em Goiânia
Segmento de Limpeza e Conservação faturou R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2025, alta de 16,8%, impulsionado pela busca por praticidade
Lavar, secar e passar roupa sempre fizeram parte da rotina doméstica, mas a forma de realizar essas tarefas está mudando. Em vez de dedicar parte do dia à máquina de lavar, consumidores começam a recorrer a lavanderias que transformam o serviço em uma atividade rápida e, em muitos casos, feita pelo próprio cliente. O movimento ganha espaço em Goiânia e acompanha uma expansão observada em todo o país.
Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento de Limpeza e Conservação faturou R$ 2,5 bilhões em 2025, alta de 16,8% sobre 2024. Foi o maior crescimento entre os segmentos acompanhados pela entidade no franchising. A ABF relaciona o desempenho ao avanço das lavanderias, especialmente as de autosserviço, além da terceirização de serviços e da procura por soluções mais práticas.
R$ 2,5 bilhões e alta de 16,8% no Brasil
O crescimento não aparece apenas no resultado anual. No primeiro trimestre de 2025, Limpeza e Conservação já havia avançado 16,3% sobre o mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, a alta chegou a 14,5%. Em ambos os levantamentos, a ABF apontou as lavanderias de autosserviço entre os fatores que explicam o desempenho.
A mudança ocorre em paralelo a transformações na forma como as pessoas vivem. A redução do espaço disponível dentro das residências, principalmente nos grandes centros, diminui a área destinada a equipamentos e serviços domésticos. O Censo 2022 do IBGE mostra que 12,5% da população brasileira já vivia em apartamentos, contra 8,5% em 2010.

Isso não significa, porém, que somente quem não tem máquina de lavar procura uma lavanderia. A própria ABF identifica uma demanda associada à economia de tempo, à autonomia e à possibilidade de lavar peças específicas ou grandes volumes sem precisar interromper outras atividades.
Goiânia acompanha expansão do modelo
Na capital goiana, o crescimento aparece na multiplicação de negócios que oferecem serviços tradicionais e modelos de autosserviço. Levantamento da plataforma MestreGeo aponta 70 novas empresas de lavanderias e tinturarias iniciadas em Goiânia no último ano. A base reúne empresas registradas na atividade e indica a abertura de novos negócios em diferentes regiões da cidade.
A oferta inclui desde estabelecimentos convencionais, que recebem as roupas e realizam todo o processo, até unidades em que o consumidor opera as máquinas. Há negócios com lavagem e secagem expressas, atendimento em domicílio, serviço de leva e traz e planos para clientes recorrentes.
Um exemplo do modelo é a Jardim Lavanderia Express, no Setor Cidade Jardim, que trabalha com autosserviço e anuncia ciclos de lavagem ou secagem a partir de R$ 16,90. A unidade funciona diariamente, das 6h às 22h, e divulga a possibilidade de concluir lavagem e secagem em cerca de uma hora.
O formato também começa a aparecer em diferentes bairros. Uma unidade da Bubble Box foi registrada na Vila dos Alpes em 2026, oferecendo lavanderia self-service. A expansão mostra que o serviço deixou de depender exclusivamente de regiões comerciais de grande circulação e começa a se aproximar de áreas residenciais.
Franquias ajudam a espalhar lavanderias automáticas
O movimento das lavanderias também está inserido em uma expansão maior do franchising. Em 2025, o mercado brasileiro de franquias atingiu R$ 301,7 bilhões, crescimento nominal de 10,5%, com 202.444 operações, 3.297 redes e 1,762 milhão de empregos diretos.
No Centro-Oeste, o franchising movimentou R$ 27,4 bilhões em 2025, equivalente a 9% do faturamento nacional, com mais de 18,5 mil operações. O desempenho ajuda a explicar por que modelos padronizados de serviços também encontram espaço na região.

Goiânia, especificamente, aparece entre os mercados mais dinâmicos do país. Em levantamento da ABF sobre 30 cidades, a capital registrou crescimento nominal de 25,59% no faturamento das franquias no primeiro semestre de 2024, chegando a R$ 1,745 bilhão e liderando o ranking de crescimento entre as cidades analisadas.
Negócio transforma tempo em produto
Para o consumidor, a principal mudança está menos na roupa e mais no tempo. A lavanderia passa a vender uma combinação de lavagem, secagem, praticidade e previsibilidade. Em uma unidade de autosserviço, por exemplo, o cliente pode iniciar o ciclo e usar o período para trabalhar, fazer compras ou resolver outras tarefas.
Para o empreendedor, o modelo também permite diferentes formatos de operação. Há negócios tradicionais, unidades automáticas, serviços de coleta e entrega e planos recorrentes. A diversificação aumenta as possibilidades de receita e permite atender consumidores com necessidades diferentes.
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