Dólar volta a subir após feriado; eleições e previsão do FMI entram no radar
Moeda norte-americana iniciou o pregão em alta nesta terça-feira (13), enquanto investidores acompanham pesquisas eleitorais, perspectivas para a economia brasileira e queda do petróleo no mercado internacional
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (13) em alta, na retomada das negociações após o feriado de Nossa Senhora Aparecida. O mercado financeiro acompanha os desdobramentos da disputa presidencial, as perspectivas para a economia brasileira e as movimentações no cenário internacional. Por volta das 9h, a moeda norte-americana avançava 0,18%, cotada a R$ 4,9933.
Na Bolsa de Valores, as negociações do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, estavam previstas para começar às 10h. No último pregão, realizado na sexta-feira (9), o indicador fechou aos 209.067 pontos, com valorização de 1,38%, estabelecendo um novo recorde de fechamento.
Pesquisas eleitorais no radar
O cenário político está entre os fatores observados pelos investidores nesta semana. Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 45%.
A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico no limite da margem. Na apuração dos votos válidos, Flávio aparece com 52%, contra 48% de Lula.
O levantamento ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-0949/2026.
Novas pesquisas eleitorais previstas para esta semana também estão entre os indicadores acompanhados pelo mercado.
FMI reduz projeções para o Brasil
No campo econômico, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as estimativas de crescimento da economia brasileira. A instituição também prevê desaceleração da atividade em 2027, diante dos efeitos dos juros elevados, da redução dos estímulos fiscais e das incertezas globais.
Indicadores de inflação e atividade econômica no Brasil, na China e nos Estados Unidos também estão no radar dos investidores ao longo da semana. Além disso, o início da temporada de balanços corporativos no exterior pode influenciar o desempenho dos mercados internacionais.
Petróleo opera em queda
No mercado internacional, os preços do petróleo recuavam na manhã desta terça-feira. Por volta das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,39%, cotado a US$ 105,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava baixa de 1,28%, negociado a US$ 92,54.
As cotações são acompanhadas pelos investidores devido aos possíveis reflexos sobre os preços dos combustíveis, os custos de produção e as expectativas de inflação. As tensões geopolíticas e os desdobramentos dos conflitos internacionais também influenciam as perspectivas para a oferta da commodity.
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