Mabel entrega intervenção na rotatória do HUGOL e destaca 500 quilômetros de recapeamento em Goiânia
Obra busca reduzir congestionamentos em um dos acessos à capital; em entrevista exclusiva ao O Hoje, prefeito faz balanço de um ano e nove meses de gestão, aponta avanços e anuncia novos investimentos na saúde e na mobilidade urbana
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, entregou nesta terça-feira (13) uma intervenção viária na rotatória do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), na região Noroeste da capital. A obra busca reduzir as retenções de veículos em um dos pontos de acesso à cidade, onde os congestionamentos afetam principalmente os motoristas que chegam a Goiânia pela manhã e os que deixam a capital no período da tarde. A intervenção faz parte das medidas adotadas pela administração municipal para melhorar a fluidez do trânsito e ocorre em meio ao balanço de 500 quilômetros de vias recapeadas durante a atual gestão, marca que a prefeitura destaca com a entrega de novos trechos de asfalto.
Segundo Mabel, a intervenção na rotatória atende a uma reivindicação antiga de motoristas que enfrentam dificuldades para atravessar a região. O prefeito afirmou que a obra foi precedida por estudos de engenharia e exigiu modificações complementares no sistema viário, incluindo a implantação de um binário para reorganizar os acessos às avenidas próximas. A proposta é distribuir melhor o fluxo de veículos e diminuir as filas que se formam nos horários de maior movimento, especialmente nos deslocamentos entre Goiânia e os municípios da região metropolitana.
“O pessoal, há mais de dez anos, pede que seja feita essa intervenção aqui nessa rotatória. Ela realmente tinha uma retenção muito grande de carros, principalmente na parte da manhã, quem vem de Goiânia, e na parte da tarde, quem está voltando”, afirmou o prefeito. Mabel disse que a intervenção começou a operar nesta terça-feira e avaliou que a fila de veículos já estava menor do que a registrada habitualmente. O prefeito ponderou, entretanto, que o funcionamento do sistema ainda passará por ajustes, principalmente na sincronização dos semáforos e na adequação dos tempos conforme os horários de maior circulação.
De acordo com Mabel, o trabalho não se limita à alteração física da rotatória. A prefeitura também vem sincronizando semáforos em corredores importantes, como as avenidas Perimetral Norte e Castelo Branco, para evitar que a liberação do tráfego em um cruzamento provoque congestionamentos em outro. “Então nós tínhamos esses gargalos aqui que nós então estamos sincronizando. Esse semáforo está sendo sincronizado para a Perimetral, está sendo sincronizado para a Castelo Branco”, explicou. A estratégia, segundo o prefeito, é tratar o trânsito de forma integrada, considerando o impacto que uma intervenção pode produzir nos demais pontos da malha viária.
A administração também prevê novas mudanças nos acessos à região Norte de Goiânia. Entre as propostas citadas pelo prefeito estão o prolongamento da Avenida Goiás Norte, com uma ligação que permita aos motoristas chegar a determinados destinos sem precisar atravessar corredores atualmente sobrecarregados, e a criação de acessos adicionais na região do Curitiba. Mabel afirmou ainda que pretende implantar uma entrada específica para ambulâncias nas proximidades do HUGOL, facilitando o deslocamento dos veículos de emergência e reduzindo os conflitos com o tráfego comum.
Outro conjunto de intervenções está previsto para a Avenida Perimetral Norte. Segundo o prefeito, quatro projetos para cruzamentos da via estão avançando para a fase de licitação. A proposta é construir trincheiras para permitir que o fluxo principal passe por baixo, enquanto o trânsito local será organizado por rotatórias na parte superior. A intenção é diminuir os pontos de conflito e permitir que os veículos que seguem pela Perimetral tenham maior continuidade no deslocamento. Mabel também mencionou uma intervenção mais complexa na região da entrada do Balneário, que deverá exigir duas passagens subterrâneas e um viaduto, com custo estimado próximo de R$ 50 milhões. Para as outras estruturas, a previsão apresentada pelo prefeito é de aproximadamente R$ 30 milhões por obra. O início dos trabalhos está previsto para 2027.
O recapeamento de 500 quilômetros de vias, por sua vez, integra a frente de infraestrutura que a gestão utiliza para demonstrar as ações realizadas desde o início do mandato. A recuperação do asfalto busca melhorar as condições de circulação e reduzir problemas enfrentados por motoristas em diferentes regiões da capital. Embora o recapeamento e as intervenções nos cruzamentos tenham objetivos distintos, as duas frentes compõem a estratégia municipal para enfrentar dificuldades de mobilidade que exigem tanto a manutenção da malha viária quanto mudanças na organização do trânsito.
Mabel faz balanço de um ano e nove meses e aposta em projetos para mudar serviços públicos
Em entrevista exclusiva ao O Hoje, Sandro Mabel fez um balanço de um ano e nove meses à frente da Prefeitura de Goiânia e afirmou que o período foi marcado pelo diagnóstico dos problemas da cidade, pela reorganização administrativa e pela elaboração de projetos para diferentes áreas. Ao avaliar o início da gestão, o prefeito estabeleceu um contraste entre a situação que diz ter encontrado e as medidas que afirma estar colocando em prática, com destaque para o trânsito, a educação e a saúde. Na avaliação dele, a administração começa a avançar depois de uma etapa inicial de identificação das demandas e preparação de intervenções.
“Nós fizemos todo um diagnóstico da cidade, que tinha muitos problemas, pegamos a prefeitura completamente desestruturada, devendo muito, a saúde em caos”, declarou. Mabel também mencionou as dificuldades encontradas na estrutura das escolas e no trânsito da capital. Segundo ele, a prefeitura precisou organizar as prioridades e desenvolver projetos antes de avançar para uma nova etapa de obras e investimentos. O prefeito afirmou que a gestão está investindo mais de R$ 100 milhões na elaboração de projetos e que as propostas começam a chegar à fase de licitação.
Na saúde, Mabel anunciou a previsão de construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta, segundo ele, é ampliar a capacidade de atendimento e distribuir melhor os serviços pela capital, especialmente nos bairros periféricos. O prefeito argumentou que Goiânia cresceu, mas parte da rede de saúde permaneceu concentrada em regiões centrais, obrigando moradores de áreas mais distantes a percorrer trajetos maiores em busca de atendimento.
“A cidade cresceu e nós vamos crescer o sistema de saúde também mais perto da população”, afirmou. A expansão anunciada pretende aproximar os serviços dos moradores e reduzir as dificuldades de deslocamento. Para que os projetos se convertam em melhorias efetivas, entretanto, será necessário garantir não apenas a construção das unidades, mas também a contratação de profissionais, a aquisição de equipamentos e os recursos necessários para manter o funcionamento da rede. O avanço das licitações e a execução dos cronogramas serão etapas importantes para medir o alcance das medidas anunciadas.
Ao comentar a percepção da população sobre a gestão, Mabel afirmou que já recebe avaliações positivas, sobretudo em relação às mudanças no trânsito. O prefeito reconheceu, porém, que a solução de um problema pode revelar outras demandas que também precisam ser enfrentadas. Na educação, disse ter observado avanços nas condições de estudo e na estrutura oferecida aos alunos. Ele argumentou que as melhorias podem ser percebidas pelas famílias e pelos profissionais que acompanham a rotina das escolas, embora não tenha apresentado, na entrevista, indicadores específicos para dimensionar os resultados.
A saúde, por outro lado, foi tratada como uma área em que ainda há desafios importantes. “A saúde ainda falta muito para nós atingirmos, mas nós estamos no caminho, já sabemos o que vamos fazer, já estamos fazendo e, se Deus quiser, vai dar tudo certo”, declarou. A fala indica que o prefeito considera o setor uma das principais frentes de trabalho para os próximos anos e aposta na ampliação da estrutura física como parte da resposta às dificuldades do atendimento municipal.
Do ponto de vista político, o balanço apresentado por Mabel busca consolidar a imagem de uma gestão que passou de uma etapa de diagnóstico para outra de execução de projetos. A intervenção na rotatória do Hugol e a marca de 500 quilômetros de recapeamento são apresentadas como exemplos de ações que podem ser percebidas diretamente pela população. Já os projetos de novas unidades de saúde e as grandes obras viárias dependem de etapas posteriores de contratação, execução e entrega, o que torna o cumprimento dos prazos um elemento central para a avaliação do governo.
Com a gestão avançando para sua segunda metade, a cobrança tende a se concentrar cada vez mais na transformação dos anúncios em resultados concretos. As licitações previstas, o início das obras viárias a partir de 2027 e a ampliação da rede municipal de saúde serão determinantes para verificar a capacidade da prefeitura de cumprir o planejamento apresentado. Ao defender que a administração já superou parte das dificuldades iniciais, Mabel projeta uma nova fase de investimentos, na qual a execução das promessas e os efeitos das intervenções no cotidiano dos moradores deverão ter peso crescente na avaliação pública de sua gestão e na construção de seu legado político em Goiânia.
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