Importância cultural do Mercado Vila Nova

Postado em: 18-04-2021 às 15h55
Local para encontro de gerações, comércio e comida tradicional; o Mercado Municipal do Setor Leste Vila Nova deve ser valorizado | Foto: reprodução

Augusto Sobrinho

A Praça Boaventura Moreira de Andrade, no coração do Setor Vila Nova, foi palco para encontros de velhos amigos, feiras e muitos torneios de futebol, que resultaram na formação do Vila Nova Futebol Clube, em 1943. Um local tão especial para os moradores locais também passou a abrigar a partir de 1957 o Mercado de Abastecimento, que é tradicionalmente chamado de Mercado Vila Nova.

A história do Mercado Municipal da Vila Nova é um pouco diferente daqueles outros que foram construídos em Goiânia. A construção do prédio foi realizada pela Empresa Nacional de Mercados Ltda (Enac) em forma de condomínio, sem contribuição financeira da Prefeitura Municipal. A capital concedeu o terreno urbano de 3.899,24 metros quadrados à construtora, que é responsável por lojas, boxes e espaços de alimentação.

A Prefeitura de Goiânia ficou responsável pela instalação do posto telefônico, agência dos correios, administração, instalações sanitárias e as áreas de circulação interna e passeio no mercado. Apesar da divisão, o Mercado da Vila Nova tornou-se um grande ponto de encontro da sociedade goianiense, em seus tempos de ouro. Em um só lugar o visitante encontra açougue, calçado, lanchonetes, restaurantes e tabacaria.

Não podemos nos esquecer das tão elogiadas pastelarias tradicionais, lojas de artesanato e as famosas bancas de raízes, que prometem curar diversas enfermidades. Com seu extenso espaço central, o Mercado Municipal da Vila Nova é palco para festividades tradicionais, como, por exemplo, a Festa Junina do setor, Roda de Samba e Choro na sexta-feira e o Pré Carnaval.

Entretanto, para a tristeza dos comerciantes e moradores locais, o Mercado Municipal Vila Nova caiu no esquecimento da Prefeitura de Goiânia e da empresa Enac. A última reforma feita no prédio foi há 20 anos e hoje está com a fachada apagada, o piso destruído e o teto provocando calor intenso ou goteiras da chuva. Infelizmente, todos os goianienses saem perdendo nesse desleixo, perdemos história e identidade cultural.


Por: Carlos Nathan Sampaio
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