Brasileiros sofrem com impacto no preço de alimentos proteicos; carne suína é o consumo mais econômico

As carnes vermelhas como contrafilé, picanha e o filé mignon acumularam um aumento de 3,18%, 9,88% e 9,43%.

Postado em: 05-07-2022 às 14h14
Por: Victória Vieira
As carnes vermelhas como contrafilé, picanha e o filé mignon acumularam um aumento de 3,18%, 9,88% e 9,43% | Foto: Reprodução

A opção de ter uma alimentação saudável e proteica está cada vez mais distante para os brasileiros. Com o aumento no preço das carnes em geral, a carne suína se tornou refúgio econômico para a população.

De acordo com levantamentos realizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no mês de maio a carne de porco teve uma queda de valores em 5,52%. Enquanto isso, ovos e frangos em pedaço tiveram uma alta de 18,39% e  22,71%. Já as carnes vermelhas como contrafilé, picanha e o filé mignon acumularam um aumento de 3,18%, 9,88% e 9,43%.

Diante a esse fator, o economista-chefe da consultoria agro Safras & Mercado, Fernando Iglesias, justifica que a barganha tem favorecido a exportação das carnes e, com isso, o preço interno é impactado pela baixa oferta.

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“Quando a gente tem essa exportação agressiva do boi e uma exportação do frango que vem muito bem no ano de 2022, os preços escalam e a dinâmica passa ser optar por outras proteínas como o ovo e os suínos”, explicou o economista.

Essa crise econômica na área dos alimentos proteicos não é de hoje, pois a pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) alega que desde o início da pandemia os valores subiram e ficaram acima da média da inflação em março de 2020.

Dados analisados pelo IBPT mostram que o quilo da carne bovina e o quilo de frango registraram altas entre 1,11% e 70,08%, ultrapassando um valor de 19,9%. Os ovos também não fogem da categoria de aumento. Somente nos dois anos, o alimento apresentou a maior variação de preço com uma cartela custando R$ 6,99 no inicio da pandemia, para R$ 22,51 em maio deste ano.

O presidente executivo da instituição, João Eloi Olenike, afirma que o aumento nos alimentos afeta cada vez mais as famílias de baixa renda, principalmente aquelas que dependiam do ovo como fonte principal de proteínas.

“A população de renda mais baixa que já tinha dificuldade de comprar outras proteínas como a carne vermelha, já tinha o ovo como proteína principal. Agora, a carne suína está saindo mais barata”, disse.

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