Previsão de grande espetáculo

Com aproximadamente 50 mil ingressos vendidos, abertura das Paralimpíadas acontece hoje, no Maracanã, no Rio

Postado em: 07-09-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Com aproximadamente 50 mil ingressos vendidos, abertura das Paralimpíadas acontece hoje, no Maracanã, no Rio

Com o tema “Todos têm coração”, a abertura das Paralimpíadas Rio 2016 ocorre hoje no Estádio do Maracanã, das 18h15 às 21 horas. Contando com dois palcos, dois mil voluntários e mais de 500 profissionais de diversas áreas, o espetáculo pretende surpreender e encher os olhos de quem assiste. Segundo Fred Gelli, um dos diretores criativos, a cerimônia será multissensorial com o foco para a condição humana, sentimentos, dificuldades, solidariedade e amor.
Entre as atrações, uma apresentação de dança chamará a atenção: Amy Purd, medalhista em 2014 e que é inspiração no meio paralímpico. A americana perdeu as duas pernas aos 19 anos e superou toda a dificuldade, se tornando uma das maiores medalhistas de ouro no snowboard. Em relação à música, a cerimônia terá roda de samba com grandes nomes, como Diogo Nogueira, Xande de Pilares e Gabrielzinho do Irajá.
O comando do show ficará por conta da atriz e apresentadora Fernanda Lima e do escritor Marcelo Rubens Paiva. Cerca de 50 mil ingressos foram disponibilizados para a abertura e já se encontram esgotados, e mais de um milhão e meio já foram vendidos para o decorrer das Paralimpíadas, superando positivamente qualquer projeção que se tinha feito até aqui.
Ao todo serão 178 países e 4,3 mil participantes. O Brasil conta com 278 atletas na delegação e terá representantes em todas as modalidades. Desse número, 22 são goianos, sendo eles: Lorena Spoladore (salto em distância); Ítalo Gomes, Vanilton Filho e Ruiter Silva (natação); Iranildo Espíndola e Thaís Fraga (tênis de mesa); Andrey Muniz, Diogo Rodrigues e Jane Karla (tiro com arco); Adria Jesus, Jani Freitas, Pâmela Pereira e Nurya de Almeida (vôlei sentado); e Dwan Gomes (basquete em cadeira de rodas).
Uma atleta goiana em especial se destaca: Shirlene Coelho. A competidora, possui paralisia cerebral desde a gestação, mesmo com todas as dificuldades, ela se tornou um exemplo de superação. Logo na estreia em Paralimpíadas, em Pequim 2008, a esportista conseguiu medalha de prata e recorde mundial no lançamento de dardo em sua categoria (F37, atletas com paralisia cerebral). 
Quatro anos mais tarde, nas Paralimpíadas de Londres, a competidora surpreendeu mais uma vez: conseguiu a tão sonhada medalha de ouro e novamente bateu o recorde mundial, que já era seu. Orgulho para o país e principalmente para sua terra, a goiana agora marca mais uma vez seu nome na história: será a primeira mulher a conduzir a porta-bandeira verde e amarela na competição.

Meta dos brasileiros é o quinto lugar

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tem uma grande expectativa para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. A intenção é que o Brasil tenha desempenho melhor do que na edição de Londres, em 2012, quando ficou em 7º lugar no quadro de medalhas. Agora, em casa, a esperança é que o país suba para a 5ª colocação.
O salto para o Top 5 da competição é encarado pelo presidente do CPB, Andrew Parsons, como algo muito possível. Este, inclusive, é um passo importante para que o Brasil cresça ainda mais até 2020, quando os Jogos vão à Tóquio, no Japão. O banimento da Rússia por suposto envolvimento em esquema de doping também é fator determinante para a meta seja alcançada.
“O quinto lugar é factível em 2016. E voos mais altos vão ser factíveis em Tóquio por conta. É claro que é difícil. De Pequim para Londres, pulamos cinco posições. O fato de a Rússia não estar não nos coloca em sexto lugar. As medalhas que ficaram com a Rússia vão ser divididas com os principais adversários do Brasil. Em Londres, a Alemanha teve um significativo de pratas maior que o Brasil. Não é uma matemática tão simples assim”, disse em entrevista coletiva ontem, no Rio Media Center, na Cidade Nova.
A delegação brasileira conta com 278 atletas e terá representantes em todas as 22 modalidades da competição. Com nomes como Daniel Dias e Terezinha Guilhermina, natação e atletismo, respectivamente, são os esportes com maior força, mas Parsons garante que o país espera competir em alto nível em todos eles.
“Estamos muito confiantes. Estamos presentes em todas as modalidades e em nenhuma vamos simplesmente para participar. Somos competitivos em todas. Nossos carros-chefes são atletismo e natação, mas tivemos algumas outras modalidades que foram bem em Londres, como bocha, esgrima e futebol de 5. Esperamos conseguir medalhas nessas. Também há a aposta em medalhas inéditas no halterofilismo, tiro, canoagem. Podem nos surpreender. É uma força coletiva, do conjunto que vai nos levar ao 5º lugar”, concluiu.

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