Luiz Carlos do Carmo recua e retira candidatura ao Senado

Senador disse, em vídeo ao lado do governador Ronaldo Caiado, que “achou melhor” a retirada de sua candidatura

Postado em: 26-07-2022 às 08h25
Por: Felipe Cardoso
Senador disse, em vídeo ao lado do governador Ronaldo Caiado, que “achou melhor” a retirada de sua candidatura | Foto: Reprodução/ Redes Sociais

As convenções se aproximam. Com elas, consequentemente, o fim das discussões acerca da formação de chapas para as eleições de 2022. Em Goiás, apesar do destino incerto de muitos, o cenário está consolidado para outros. Enquanto alguns dos pré-candidatos na corrida pelo governo goiano se limitam, agora, a bater o martelo em relação à escolha de um vice, outros têm um desafio ainda maior pela frente. Esse desafio envolve não apenas a escolha de possíveis sucessores como também a definição de quem deve bancar na briga pelo Senado.

O dilema, que ainda existe, se tornou um pouco mais leve aos ombros do governador Ronaldo Caiado (UB) na noite da última segunda-feira (25/7). Isso porque o senador e até então pré-candidato à reeleição, Luiz Carlos do Carmo (PSC) recuou de seu projeto e anunciou a retirada da candidatura no pleito que se aproxima.

“O meu grupo, que é grande e fez parceria com o governador Ronaldo Caiado, achou melhor a minha desistência da candidatura ao senado federal para apoiar esse projeto seu [disse ao governador]. Quero retirar minha candidatura para que o Caiado fique à vontade para tocar seu projeto de reeleição”, disse Carmo.

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Na sequência, foi a vez do governador assumir a palavra. Na gravação ele dispara: “Você sabe do meu carinho e da minha amizade por você, pelo seu grupo e sua família. Obrigado por esse gesto, de coração. Você fortalece o processo político e essa transformação que estamos fazendo juntos. Nosso caminho é trilhar juntos em benefício do estado de Goiás”.

Diante da indefinição caiadista, as perdas eram certas. Como mostrado pelo O HOJE, a inércia do governo afetava principalmente as candidaturas de Luiz do Carmo (PSC) e Lissauer Vieira (PSD), haja vista que nenhum deles conseguiu a tão sonhada vaga na chapa caiadista. Agora, o imbróglio se restringe ao nome de Lissauer, único resistente à ideia das candidaturas isoladas.

Carmo até então insistia em permanecer no pleito, mas interlocutores próximos já davam como certa sua desistência. Ele, que chegou ao Senado pela suplência de Ronaldo Caiado, tentou com todas as forças embarcar na disputa com a benção do governador. Certo de que não teria o espaço que almejava, chegou a abrir diálogo com a oposição.

Fontes próximas atestam que a decisão foi tomada a partir, principalmente, dos resultados das pesquisas. Uma delas, divulgada em 16 julho pelo Instituto Serpes, mostrou que o senador contava com 0,9% das intenções de voto. A mais recente delas, do Goiás Pesquisas/Mais Goiás, mostrou o senador com 2,8%. Nela, porém, o nome de Marconi Perillo não aparece dentre as opções de voto, o que naturalmente elevou o percentual de quase todos os outros que permaneceram na disputa.

Sem espaço nas chapas de Gustavo Mendanha, que tem a vaga ao Senado ocupada pelo pré-candidato João Campos (Republicanos), e Vitor Hugo (PL), que tem como indicado o ex-senador Wilder Morais (PL), é que Carmo vinha flertando com a desistência. Conversas com Marconi Perillo também ocorreram. Mas, nos bastidores, a informação é de que o ex-governador também estaria observando os números antes de mergulhar, de fato, na corrida. Ou seja, segue nutrindo seu projeto com meras possibilidades.

Como mostrado recentemente pela coluna Xadrez do O HOJE, mesmo tendo contratado um marqueteiro caro como Paulo Moura, o investimento não foi o suficiente para convencer o eleitorado. A Luiz do Carmo só restavam três alternativas: se lançar isolado da chapa caiadista, não disputar nada ou buscar vaga de deputado federal. Resta saber, a partir da desistência, qual caminho deverá tomar nos próximos dias.

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