Startup goiana incubada no CEI UFG cria antiparasitário para pets

A startup foi escolhida para ser uma das TOP 24 no desafio nacional Sebrae Like a Boss, e representará o estado de Goiás

Postado em: 08-08-2022 às 11h41
Por: Mariana Fernandes
O antiparasitário que não produz sabor, pode ser utilizado em adultos, filhotes e gestantes | Foto: Luciana Rodovalho

A startup Multipet, que está localizada no CEI UFG (Centro de Empreendedorismo e Incubação da Universidade Federal de Goiás) produziu um antiparasitário para o tratamento de pulgas em animais. Com a preocupação de cuidar dos bichinhos, o projeto pesquisou e produziu um medicamento para o tratamento de Endo e Ecto Parasitas, que não causasse efeitos colaterais como vômitos, diarreia, desânimo ou coceira nos animais.

De acordo com a farmacêutica industrial e CEO da startup Multipet, Luciana Rodovalho, o produto é fácil de ser aplicado e apresenta outras vantagens. ”Ele não é tóxico para o animal, nem para a família ou para o ambiente. Então, o cuidador não precisa isolar o pet enquanto ele é tratado”, completa.

Ao ser pingado (10 gotas) na água do animal, o medicamento que não produz sabor, pode ser utilizado em adultos, filhotes e gestantes. O bioterápico natural também não contém glúten, lactose, açúcar ou álcool. Além de ser autorizado sua utilização em cachorros, gatos, tartarugas, hamsters, aves e coelhos.

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Desafio

Com a ideia apenas no papel, foi preciso buscar apoio e investimentos em forma de recursos subvencionados para a realização. A partir do Programa Centelha, com o apoio de outras parcerias, Luciana conseguiu com que o protótipo saísse da bancada e fosse produzido industrialmente.

Após passar por uma seleção entre 100 startups, a Multipet foi escolhida para ser uma das TOP 24 no desafio nacional Sebrae Like a Boss, e representará o estado de Goiás, com o bioterápico, no Summit Florianópolis.

O evento ocorre quinta (04) e sexta-feira (05) de agosto, juntamente com as seletivas para a copa do mundo de empreendedorismo e Get In The Ring. Nos dois dias de evento, o Summit deverá reunir 5 mil participantes, e terá cerca de 90 palestrantes, trilhas de conteúdos, feira de negócios com mais de 50 expositores.

O local contará com startups de todos os níveis de maturidade, focando em capacitações, na realização de desafios e apoiando eventos de parceiros estratégicos para o ecossistema de inovação, informou a Sebrae Like a Boss. No CEI UFG, também serão oferecidos cursos de capacitação, palestras, consultorias e outras atividades para auxiliar empreendedores que desejam criar ou alavancar seu negócio.                             

Atualmente a empresa participa do programa de aceleração para exportação PEIEX/APEx Brasil e busca a aprovação junto ao projeto Inova Export da FAPEG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás) para a internacionalização do Multipet. A diretora do projeto, Luciana Rodovalho, também foi a ganhadora do Prêmio Mulheres Inovadoras da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) com o projeto de startup.

Antiparasitário

‘’A ideia do bioterápico nasceu da necessidade, em uma demanda de mercado, onde fosse possível criar um produto menos tóxico para os animais, sem efeitos colaterais e que fosse consumido por uso oral.’’ Luciana explica que o produto foi realizado para tratar diferentes parasitastes e que o bioterápicos é chamado de Multipet por tratar ‘’diferentes espécies animais’’.

Como farmacêutica, a diretora da Startup também realizou testagens para comprovar a eficácia do produto e explica que no mercado é possível encontrar alguns produtos que trabalham com tecnologia similar, mas de composição unitária e que tratam somente um parasita por vez, geralmente carrapatos. Já o bioterápico é recomendado para o tratamento e controle de carrapatos, pulgas e vermes de uma só vez, em vários tipos de animais.

Projetos com animais 

A UFG já realiza outros projetos com animais, como é o caso do ‘’Terapia Assistida por animais’’, que consiste na visita de animais para ajudar no tratamento de doenças e no suporte de pessoas hospitalizadas. Além de trazer mais alegria à rotina dos hospitais, estudos apontam que o método traz melhorias físicas e emocionais aos pacientes. 

Em Goiânia, um projeto de extensão da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) e da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade tem o objetivo de garantir bem-estar e esperança a diferentes unidades de saúde por meio da visitação de cães.

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