“Candidatura que já começa muito alta é um falso positivo”, diz Caiado ao Estadão
Pré-candidato à Presidência, ex-governador de Goiás comenta cenário eleitoral e afirma que crescimento precoce nas pesquisas pode distorcer a disputa
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, que vê com cautela candidaturas que aparecem à frente nas pesquisas logo no início da corrida eleitoral. Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também é apontado como pré-candidato, ele fez referência ao crescimento de nomes no cenário eleitoral.
“Candidatura que já começa muito alta é um falso positivo”, declarou. Segundo Caiado, o eleitor ainda precisa conhecer melhor os candidatos ao longo da campanha. “Preservar a campanha sem antes ir para o debate, sem antes as pessoas conhecê-lo bem, é um falso positivo”, disse.
O ex-governador de Goiás também reconheceu um desafio próprio neste início de disputa: ainda é desconhecido por parte significativa do eleitorado. Mesmo assim, afirmou que há tempo para ampliar sua visibilidade até o período eleitoral.
Visibilidade na campanha
Caiado afirmou que aposta na exposição ao longo da campanha, especialmente durante debates, para apresentar suas propostas e trajetória política ao eleitorado.
“A minha campanha é igual música sertaneja. Todo mundo dizia que era um pouco caipira. Na hora em que começaram a ouvir, tomou conta do Brasil”, afirmou.
Ele acrescentou que a consolidação de uma candidatura ocorre com o tempo e com maior conhecimento público sobre os nomes na disputa.
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Críticas a medidas econômicas
Durante a entrevista ao Estadão, Caiado também comentou medidas do governo federal voltadas ao combate ao endividamento. Ao avaliar o programa Desenrola Brasil, ele afirmou que a iniciativa não resolve a origem do problema.
“É como dar Novalgina a uma fratura exposta”, disse.
O pré-candidato também mencionou o alto nível de endividamento das famílias e afirmou que políticas pontuais têm efeito limitado. Além disso, criticou o que classificou como uso político de medidas econômicas voltadas à população de menor renda.
Ao abordar a disputa eleitoral, Caiado evitou personalizar críticas, mesmo ao comentar o crescimento de outros pré-candidatos. “A campanha se alicerça no decorrer do processo eleitoral”, afirmou.