Tiroteio em jantar não fará Trump recuar na guerra contra o Irã
Após ataque a tiros em jantar com autoridades e jornalistas, repubicano nega que episódio terá impacto no conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque a tiros durante um jantar com autoridades e jornalistas, em Washington, não terá impacto na condução da guerra contra o Irã. A declaração foi feita após o episódio de sábado (25), que provocou pânico entre os presentes e levou à retirada do presidente do local.
Ao comentar o caso, Trump disse não ver, até o momento, indícios de ligação entre o atentado e o conflito no Oriente Médio, embora não tenha descartado completamente a hipótese. “Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver. Não acho, com base no que sabemos”, afirmou. Em seguida, ponderou: “Nunca se sabe”.
Também no sábado, o republicano cancelou o envio de representantes ao Paquistão, onde estavam previstas negociações de paz com o Irã. A decisão ocorreu após o governo iraniano indicar que não participaria de tratativas diretas com enviados dos Estados Unidos.
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Trump afirma que Teerã pode ‘ligar’ caso queira diálogo
Apesar do recuo nas negociações, o presidente sinalizou que o canal diplomático permanece aberto. Neste domingo (26), afirmou que Teerã pode procurar Washington caso queira discutir o fim da guerra. “Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Sabe, temos um telefone. Temos linhas seguras e confiáveis”, disse, em entrevista à Fox News.
Trump também reiterou a principal exigência dos Estados Unidos para qualquer acordo. “Eles sabem o que precisa constar no acordo. É muito simples: eles não podem ter armas nucleares – caso contrário, não há motivo para se reunirem”, declarou.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, segue em articulações com países mediadores, mesmo diante da ausência de representantes norte-americanos nas negociações. O conflito entre Washington, Tel Aviv e Teerã teve início em 28 de fevereiro após ataques coordenados entre EUA e Israel contra o Irã.