Sem candidato do agro, PT mantém disputa entre Cesar Bueno, Curado e Valério
Reunião da direção estadual da sigla terminou sem consenso sobre quem disputará o Palácio das Esmeraldas em outubro; empresário do agro Flávio Faedo, citado como alternativa, descartou candidatura
A direção estadual do PT se reuniu no último sábado (16) para discutir a formação das chapas proporcionais para as eleições em outubro e avançar nas tratativas para escolha do pré-candidato do partido ao governo do Estado, que terá a missão de consolidar um palanque robusto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás.
Apesar da discussão, o martelo não foi batido acerca de quem será o nome da legenda na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Como já mostrado pelo O HOJE, em matéria publicada no dia 25 de abril, o prazo para definição de quem será o nome petista ao governo de Goiás vai até a próxima quarta-feira (20). A data foi definida em conjunto com a direção nacional do partido.
Durante a reunião, a presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi, também levou o nome de Flávio Faedo, empresário do agronegócio, como um possível candidato do partido ao Executivo estadual. O nome de Faedo começou a circular como opção para o partido tentar se aproximar do setor. O produtor rural é de Rio Verde, onde há forte apelo ao agronegócio.
Apesar da possibilidade levantada por Accorsi, nos bastidores, Faedo já havia sinalizado que não pretende ser candidato nas eleições deste ano. À reportagem do O HOJE, o empresário disse que pretende continuar “na luta classista”. “Tive conversas [para disputar o governo], mas não pretendo ser candidato. Acho que possui outros nomes com mais potencial. Eu pretendo continuar na luta classista. Quero contribuir com o governo federal nas discussões do Plano Safra e atender às demandas dos produtores rurais”, destacou Faedo. O produtor rural ainda destacou que terá agendas em Brasília, mas nenhuma de cunho político a respeito de uma possível candidatura.
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O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno e o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor), Cláudio Curado, confirmaram que o empresário já havia garantido que não disputaria as eleições.
“Ele, que é um cara muito respeitado no partido, um empresário do agronegócio de Rio Verde, mas que sempre foi do PT, já disse que vai se dedicar às empresas dele, está no processo de sucessão familiar e esse é o ano dele gerir a empresa”, explicou Curado. “Ele não é candidato. Nem a governador e nem a vice. Ele já disse isso para todas as pessoas do PT e não sei porque que a presidente levou essa hipótese para reunião”, frisou o jornalista.
Sem Faedo, os postulantes petistas continuam sendo Cesar Bueno, Curado e o advogado Valério Luiz. Inclusive, o ex-deputado estadual afirmou que uma das definições da reunião foi acerca da candidatura à reeleição de Accorsi. A deputada chegou a ser cogitada para disputar o governo estadual, mas comunicará à direção nacional que disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados.
Sobre a reunião, Curado considerou que o “saldo não foi positivo”. “Não se decidiu nada. Foi apresentada a discussão sobre as duas chapas, de federal e estadual, mas muito do tempo foi sobre a chapa majoritária. Não se decidiu. O que se decidiu foi não se decidir e empurrar para a data limite que o PT nacional deu, que é dia 20, para decidir o nome”, opinou o pré-candidato.
As discussões para definição de um nome petista para disputar o governo goiano teve início ainda em 2025. Em um primeiro momento, o vereador por Goiânia, Edward Madureira (PT), era o mais bem cotado para disputar o Executivo estadual. Porém, pesou a preferência do parlamentar em ser candidato a deputado federal. Edward, inclusive, já está em pré-campanha em busca de uma cadeira na Casa Baixa.