Visita de Lula a Goiás pressiona PT por definição de nome ao governo
Presidente cumpre agenda em Catalão e Rio Verde em meio à indefinição do PT sobre candidatura ao governo estadual e às cobranças por um projeto competitivo para sustentar a reeleição petista no Estado
A quarta visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Goiás no atual mandato acontece nesta terça-feira (2), em meio às indefinições da direção estadual petista sobre quem será o nome escolhido para disputar o governo do Estado e as cobranças para que o presidente tenha um palanque robusto em solo goiano.
Lula visitará Catalão e Rio Verde. Na cidade da região sudeste, o petista participará das inaugurações do novo campus do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (UFCAT). No sudoeste goiano, o presidente irá visitar o Hospital Municipal Universitário de Rio Verde (HMU).
As outras visitas de Lula ao Estado no seu terceiro mandato frente ao Palácio do Planalto foram a inauguração do BRT Norte-Sul, a participação no Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), ambas em Goiânia, e a visita às indústrias automotivas e do setor farmacêutico, em Anápolis.
Porém, para além da agenda oficial de Lula ao Estado, a visita do petista ganha contornos políticos em razão do momento vivido pelo PT goiano. O partido passa por uma indefinição sobre quem será o candidato ao governo estadual, em uma escolha que se arrasta desde fevereiro.
A lista de cotados já teve o vereador Edward Madureira, o jornalista Cláudio Curado e até o ex-governador José Eliton, que sairia como candidato pelo PSB com apoio dos petistas, mas as negociações não avançaram. O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno e o advogado Valério Luiz, que também se colocaram à disposição do partido, ainda aparecem como possíveis nomes, mas não entre os favoritos.
Fato é que a decisão de quem será o nome petista para disputar o Palácio das Esmeraldas está com o produtor rural Flávio Faedo. Nome colocado à mesa pela presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi, na última reunião do partido para tratar sobre o tema, Faedo ainda não decidiu se sairá como candidato. O produtor rural foi convidado por Accorsi para disputar o governo do Estado, em uma tentativa do partido de se aproximar com o eleitor ao centro.
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Inclusive, a visita de Lula a Rio Verde, cidade natural de Faedo, deve servir como um termômetro para a receptividade da candidatura do produtor rural. A cidade é um reduto eleitoral pujante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). O empresário do agronegócio, caso seja confirmado como o candidato do PT para o Executivo estadual, terá a missão de enfrentar o antipetismo do setor no Estado.
Caso Faedo recuse a missão de ser o candidato ao governo do Estado, nos bastidores, uma candidatura de Accorsi é tratada como possibilidade real. Atualmente, a parlamentar é o “rosto” do partido em Goiás. Empenhada em disputar a reeleição à Câmara dos Deputados, Accorsi só deve sair como candidata ao governo estadual caso haja um pedido direto de Lula.
Uma candidatura de Accorsi ao Esmeraldas divide o partido em razão da viabilidade eleitoral de um nome petista para a disputa. Além disso, a deputada é a principal puxadora de votos do PT no Estado e o partido, que trabalha com a hipótese de angariar três cadeiras na bancada federal goiana, pode conseguir apenas uma vaga entre as 17 disponíveis para os goianos na Casa Baixa, caso não conte com Accorsi na disputa.