Petróleo sobe com incertezas sobre Estreito de Ormuz
Mercado reage a dúvidas sobre acordo no Oriente Médio e teme restrições à navegação em rota estratégica para o comércio global de petróleo
Os preços internacionais do petróleo encerraram esta sexta-feira (7) em alta, refletindo o aumento das preocupações dos investidores com a possibilidade de um impasse prolongado em torno da reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do Brent para entrega em outubro avançou 1,29%, encerrando o dia cotado a US$ 83,55, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 1,15%, para US$ 78,18.
A valorização ocorreu após o mercado reduzir o otimismo em relação a uma solução rápida para a retomada do tráfego na principal rota marítima de transporte de petróleo do mundo. Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado na quinta-feira (6) que o estreito poderá ser reaberto em breve, analistas apontam que ainda existem obstáculos relevantes para um acordo entre Washington e Teerã.
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Entre os fatores que elevaram a cautela estão informações de que o Irã pretende restringir a passagem de embarcações norte-americanas e israelenses pela região, além de novos ataques reivindicados pelos rebeldes houthis no Iêmen contra uma província produtora de petróleo. O cenário ampliou a percepção de risco entre os agentes do mercado, que passaram a buscar proteção diante da persistente instabilidade no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, analistas destacam que a demanda chinesa continua limitando uma alta mais expressiva dos preços. As importações de petróleo da China permanecem abaixo dos níveis registrados antes do início do conflito, embora tenham apresentado leve recuperação em julho. Ainda assim, a perspectiva de menor oferta de derivados refinados no mercado internacional mantém a expectativa de preços elevados para combustíveis como a gasolina.
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