Informalidade em Goiás cai para menor nível desde 2016
Com 35% de trabalhadores fora do mercado formal, informalidade em Goiás atinge menor índice desde 2016
A informalidade na economia de Goiás registrou queda no primeiro semestre de 2026. Segundo dados do Novo Caged, pouco mais de 35% dos trabalhadores goianos permaneceram fora da contratação formal. O índice é o menor registrado desde o início da série histórica, em 2016.
Os números também mostram uma redução contínua nos últimos anos. Em 2021, a taxa de informalidade no estado estava em 40,2%. Desde então, o indicador passou a registrar queda.
Paralelamente, Goiás ampliou a geração de empregos com carteira assinada. No primeiro semestre de 2026, a economia estadual criou 44.316 novos postos de trabalho.
Os setores de serviços e indústria lideraram as contratações no período. O segmento de serviços abriu 15.947 vagas. Já a indústria gerou 12.150 novas ocupações.
O que explica a queda da informalidade em Goiás?
Para o economista Marcus Antônio Teodoro, diferentes fatores contribuíram para a redução da informalidade no estado.
Segundo ele, a busca dos trabalhadores por maior previsibilidade de renda e pelo acesso aos direitos vinculados ao emprego formal aparece entre os elementos que ajudam a explicar o movimento.
“A busca por uma maior previsibilidade de renda, inclusão nos programas do emprego formal, tais como FGTS, pagamento da contribuição do INSS, direito a férias, 13º salário e outros atrativos. Você também tem um componente ligado à escassez da oferta de mão de obra”, afirma.
Assim, a procura por vínculos com carteira assinada ocorre em um cenário de acesso a benefícios previstos na legislação trabalhista. Além disso, o economista cita a menor oferta de mão de obra como outro fator relacionado ao crescimento da formalização.

Serviços e indústria concentram novas vagas
A geração de empregos formais em Goiás no primeiro semestre teve participação dos principais setores da economia estadual.
Os serviços lideraram o saldo de vagas, com 15.947 novos postos de trabalho. Em seguida, a indústria registrou a criação de 12.150 ocupações.
Para o empresário Felipe Mabel, a manutenção da massa salarial no setor de serviços também influencia o desempenho da indústria.
Segundo ele, parte da produção industrial de Goiás atende ao mercado interno. Dessa forma, a demanda mantida pelo setor de serviços pode contribuir para a expansão da atividade industrial.
“Nossa indústria é predominantemente orientada para o mercado interno. Na medida em que o setor de serviços consegue manter uma demanda e sustentá-la, nossa indústria tem condições de crescer”, afirma.
Os dados do primeiro semestre mostram, portanto, que os dois segmentos concentraram mais da metade das novas vagas formais criadas no estado durante o período.
Investimento público entra na discussão sobre emprego
Felipe Mabel, candidato a deputado estadual pelo Podemos, também relacionou o desempenho do mercado de trabalho à atuação do poder público.
Segundo ele, investimentos em infraestrutura, segurança jurídica e programas de fomento ao crédito contribuem para a manutenção da atividade econômica e para a geração de empregos formais.
“Sem a infraestrutura, a segurança jurídica e os programas de fomento ao crédito mantidos pelo Governo de Goiás, dificilmente a economia de nosso estado conseguiria chegar a esses números”, comenta.

A redução da informalidade ocorre, assim, ao mesmo tempo em que o estado amplia o número de trabalhadores com vínculo formal. Entre 2021 e o primeiro semestre de 2026, a taxa de informalidade caiu de 40,2% para pouco mais de 35%, segundo os dados apresentados pelo Novo Caged.
No mesmo período mais recente, a economia goiana criou 44.316 postos de trabalho. Serviços e indústria responderam pelos maiores saldos de novas contratações.
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