PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE
Na comparação anual, PIB cresceu 2%; no primeiro semestre, alta acumulada chegou a 1,9%.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.
Apesar da alta, a economia perdeu ritmo em relação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 1,1%. Já na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço chegou a 2%.
Entre os setores da economia, a agropecuária registrou o maior crescimento no trimestre. O setor avançou 2,8%. Na sequência, os serviços cresceram 0,2%. A indústria teve alta de 0,1%.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2%. O consumo do governo aumentou 0,4%. Por outro lado, o consumo das famílias caiu 0,4%. As exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações avançaram 1,8%.
Agropecuária lidera avanço entre os setores
A agropecuária foi responsável pelo principal avanço entre os grandes setores no segundo trimestre. O segmento cresceu 2,8% em relação ao primeiro trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor registrou crescimento de 6,8%. O resultado contou com o desempenho da pecuária e de culturas agrícolas que apresentaram aumento na produção estimada e ganhos de produtividade.
Entre as lavouras, a produção de soja cresceu 5,3%. O café teve alta de 15,1%. Já o arroz registrou queda de 11,3%. O algodão recuou 7%. A produção de milho ficou estável.
Os percentuais das culturas agrícolas representam comparações com o mesmo período do ano anterior. Segundo o material do IBGE, esses dados não permitem medir diretamente quanto cada lavoura contribuiu para a alta trimestral de 2,8% da agropecuária.

Consumo das famílias recua mesmo com alta anual
O consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano. Entretanto, na comparação com o mesmo período de 2025, o indicador apresentou alta de 0,5%.
O resultado ocorreu em um período de aumento da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas. No entanto, os dados do PIB não permitem estabelecer uma relação direta entre esses fatores e o comportamento do consumo.
Além disso, o consumo do governo cresceu 0,4% no trimestre. Os investimentos avançaram 1,2%. No setor externo, as exportações diminuíram 0,8%. Enquanto isso, as importações aumentaram 1,8%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o consumo do governo cresceu 3,1%. Os investimentos aumentaram 1,4%. As exportações avançaram 3,8%. Já as importações tiveram alta de 5,5%.
Indústria cresce pouco, mas extração de petróleo avança
A indústria registrou crescimento de 0,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores.
O desempenho ocorreu principalmente por causa das indústrias extrativas, que cresceram 3,4%. Na comparação anual, o segmento avançou 12%. O resultado foi impulsionado principalmente pela extração de petróleo e gás.

Por outro lado, a indústria de transformação caiu 0,4% no trimestre. A construção também recuou 0,4%. O segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos apresentou queda de 1,1%.
Apesar da queda trimestral, a construção cresceu 1% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Na comparação anual, a indústria de transformação caiu 0,9%. O segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,5%.
Serviços avançam 0,2% no trimestre
O setor de serviços cresceu 0,2% entre abril e junho, na comparação com o primeiro trimestre de 2026.
Entre as atividades, informação e comunicação registrou o maior crescimento, com alta de 2,1%. Transporte, armazenagem e correio avançou 1,1%. As atividades imobiliárias cresceram 0,2%.
O comércio e as outras atividades de serviços ficaram estáveis.
Enquanto isso, administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%. As atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação anual, os serviços cresceram 1,5%. Todas as atividades apresentaram resultado positivo. Informação e comunicação teve o maior avanço, com alta de 8,4%.
As atividades imobiliárias cresceram 2,2%. Transporte, armazenagem e correio avançou 1,2%. Outras atividades de serviços aumentaram 1,1%. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados cresceram 1%. O comércio teve alta de 0,9%. Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social também avançaram 0,9%.
PIB acumula alta de 1,9% no primeiro semestre
No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os grandes setores, a agropecuária avançou 3,6%. Os serviços cresceram 1,8%. A indústria teve alta de 1,6%.
As indústrias extrativas registraram crescimento de 12,5% no semestre. Já o setor de informação e comunicação avançou 8%.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,1%. O consumo do governo aumentou 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.
No comércio exterior, as exportações cresceram 5,5% no primeiro semestre. As importações avançaram 3,4%.
Dessa forma, o resultado do segundo trimestre mantém a economia brasileira em crescimento, mas com ritmo inferior ao registrado nos primeiros três meses de 2026.
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