Jeans com jeans pode? Claro que sim!

Depois que ressuscitaram a velha e boa camisa jeans, a tendência de um look todo denim já é praticamente um clássico da moda

Postado em: 03-09-2016 às 06h00
Por: Redação
Depois que ressuscitaram a velha e boa camisa jeans, a tendência de um look todo denim já é praticamente um clássico da moda

Por ser o tecido mais democrático de todos os tempos, o jeans sobrevive às gerações. A tendência all jeans, por exemplo, foi febre nos anos 70 e voltou com tudo neste ano. Para estar em alta, basta combinar camisa e calça jeans ou duas peças em tons que remetam ao azul jeans. A dica para seguir a tendência all jeans é combinar tons diferentes de jeans ou azul – dificilmente você vai errar ao usar esta fórmula.

Se as peças tiverem tons bem próximos, invista em acessórios que contrastem, como cintos e cachecóis ou uma blusa básica por baixo da camisa (que pode ser usada aberta). As dicas são da marca CXT, uma franquia de vestuário essencialmente masculina. 

Apesar de o jeans ser altamente esportivo e despojado, é possível montar looks all jeans para diferentes situações  – até no trabalho. Se seu ambiente de trabalho for informal, use calça jeans tradicional sem lavagem, corte reto, com acessórios discretos. A camisa deve ser em denim também tradicional – pode ser usada inclusive como terceira peça. Para um look mais moderno, dobre a barra da calça; para um look mais profissional, faça a bainha convencional.

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Para a baladinha de fim de semana, use algo mais despojado, porém com ar de arrumado. Um jeans mais desbotado, até mesmo destroyed, porém um look bem acabado com acessórios. Para o barzinho de domingo à tarde, a descontração total é a palava-chave para o look. Você pode fazer um visual bem largado, mas sem esquecer o estilo e o charme. Jeans surrados e destroyeds são uma boa pedida. Podem ter aspecto de bem usados, mas que estejam limpos e cheirosos.

Goiás é destaque na produção de jeans  

O Brasil é o segundo produtor mundial de jeanswear: só perde para a China, segundo o relatório do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). De acordo com o Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em Geral do Estado de Goiás (Sinroupas), Goiás ocupa a 6ª posição no ranking nacional dos maiores produtores de vestuário, sendo o jeans o carro chefe.  Por mês, o Estado produz cerca de 50 milhões de peças de vestuário, a maioria em jeans – informa o outro sindicado da categoria, Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Goiás (Sinvest). 

“A produção goiana é reconhecida por sua inovação”, diz o presidente do Sinroupas Edilson Borges. Para ele, a presença de quatro faculdades de moda e cursos técnicos agregaram ainda mais a criatividade dos estilistas. “No total, são 2,5 mil indústrias de confecção habilitadas em Goiás”, informa. Além de abastecer o mercado nacional, a produção também vai para Europa e Estados Unidos. 

Para competir com grandes players e concorrentes mundiais, a indústria brasileira tem investido em tecnologia, qualidade e design. A confecção Jean Darrot, por exemplo, investe em um parque tecnológico avançado, misturando-o ao trabalho artesanal que também é importante para o acabamento das peças. Um dos destaques é o processo de lavagem do jeans para dar o aspecto surrado às peças, uma tendência mundial. 

“Para que a indústria possa dar ao jeans, em sua forma bruta, uma cara de envelhecido,  são necessários muitos cuidados, técnicas e tecnologia. Somente desta forma é possível alcançar um resultado natural e não comprometer tanto a qualidade do tecido”, conta Rúbia Cristina, gerente de fluxo de produção da fábrica. O grande investimento em tecnologia já pode ser notado desde o setor de modelagem, onde tudo é informatizado, mas a grande ‘mágica’ ocorre mesmo na lavagem. “Cada mancha, rasgo, desgaste ou desbotamento é realizado de forma minuciosa, de acordo com a receita elaborada pelos estilistas”, conta Lorena Darrot, diretora da marca. 

Mas há alguns efeitos que só são alcançados por processos manuais mesmo. Um exemplo são os bordados com pedrarias, alguns lixados especiais para desbotar as peças ou a aplicação de produtos para dar mais vida ao desenho feito com o lixado. Por isso, um contingente dos colaboradores são destinados para este trabalho artesanal. 

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