A diversidade de cinco artistas em um único ‘Feixe’

Mostra coletiva de paulistanos é inaugurada hoje (22), na Potrich Galeria de Arte, em Goiânia

Postado em: 22-10-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Mostra coletiva de paulistanos é inaugurada hoje (22), na Potrich Galeria de Arte, em Goiânia

Cinco artistas paulistanos uniram seus talentos e sua diversidade na Mostra coletiva Feixe, que será  inaugurada neste sábado (22), em Goiânia. As obras de Ayao Okamoto, Décio Soncini, Edilson Ferri, Francisco Gonzalez e Jacques Jesion ficarão expostas na Potrich Galeria de Arte entre os dias 22 de outubro e 22 de novembro deste ano. Quem assina a curadoria da exposição é a crítica de arte da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), Agda Carvalho. Segundo ela, “o que se tem em comum nesse Feixe é a vontade de adentrar às histórias que habitam as entranhas de cada um dos artistas”. 
A exposição surgiu a partir desse principio: descobrir, dentro de cada um dos artistas – que habitam a mesma cidade –, como eles enfrentam as tensões, os acolhimentos e os acasos da tortuosa São Paulo, e como isso se expressa em suas obras de arte. A diversidade é o ponto de encontro dessa reunião que, mesmo conjunta, expõe características individuais de cada um. Ao todo, os cinco artistas expõem 40 peças, dentre elas, 38 telas e duas gravuras tridimensionais em metal, do artista Jacques Jesion. Confira, a seguir, um perfil de cada artista e a relação com suas obras. 
Ayao Okamoto elabora uma imensidão subjetiva, um lugar, um canto ou uma situação vivida; uma multiplicidade de fragmentos que exalam da memória. Estes são habilmente destacados em um enquadramento que representa um esboço da lembrança. Elementos gráficos e formas orgânicas se espalham em um universo pictórico, aparentemente constelações que ocupam a composição. As soluções imagéticas misturam seres naturais e a urbanidade, que são enriquecidas com detalhes da sua raiz oriental. E, assim, emerge a harmonia do seu percurso. 
Décio Soncini arquiva imagens como um observador atento, que registra e apreende, com sua busca poética, o confronto entre a natureza e os indícios cotidianos. Este olhar revela a coexistência latente de formas e cores. A determinação resgata estruturas com a sobreposição de vestígios visuais. O agrupamento dos distintos momentos desdobram-se em composições que potencializam as vibrações cromáticas. A pincelada percorre o espaço com voracidade e define, com habilidade, o instante. Um ponto de equilíbrio demarca e harmoniza a diversidade de fatos e acontecimentos.
Edilson Ferri trata do desejo do impossível com a reorganização de histórias coletadas no cotidiano vivenciado e na investigação documental. O imaginário estabelece uma pluralidade de sentidos com a casualidade. A subjetividade lida com os vestígios da vivência do outro, que conta um acontecimento. Agora, o que foi contado e revelado está exposto em imagens elaboradas pelo sensível. Mescla coisas e lugares em dados cartográficos. Um ruído, um instante, um detalhe são capturados pelos sentidos e, assim, uma infinidade de partículas são organizadas; desvela lugares e fatos no entrecruzamento de subjetividades. 
Francisco Gonzalez expõe, com requinte, a configuração de uma cena improvável, pois a representação esboça a convivência das várias situações que circundam o trajeto do artista. Os rastros da experiência pessoal são ordenados em um cenário insólito e inquietante com a percepção de uma realidade fantástica a partir do imaginário. A estranheza é estimulada pela organização pictórica do artista; uma atitude reflexiva do momento. E se dá o foco, um silêncio, um vazio. Neste caos pessoal, o artista configura os seus mundos com solidez.
Jacques Jesion procura um sentido ampliado da paisagem; observa o que está longínquo. É nesta localidade remota que se encontram outras verdades. O seu olhar pretende alcançar distâncias que se metamorfoseiam nos distintos ângulos de horizontes sensíveis.  É neste lugar que se encontram verdades, sonhos e vontades de uma busca, pois aponta um rumo, um lugar desejado que vislumbra a imaginação; quase um devaneio poético. É a última escalada de um caminho de conquistas. É o que está além do que se pode alcançar, mas está lá.

SERVIÇO:
Mostra coletiva ‘Feixe’
Quando: De 22 de outubro a 22 de novembro
Onde: Potrich Galeria de Arte
Horário: De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e sábado das 10h às 15h

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