Metaverso: tecnologia deve se transformar em mercado trilionário

A tecnologia permite que as pessoas possam jogar, trabalhar e construir coisas em mundos virtuais

Postado em: 04-12-2021 às 16h00
Por: Almeida Mariano
A tecnologia permite que as pessoas possam jogar, trabalhar e construir coisas em mundos virtuais | Foto: Reprodução

Apesar do termo Metaverso carregar consigo um ar de games, ficção e temas geeks, como o livro de ficção científica o qual foi usado de referência pela primeira vez, “Snow Crash”, de 1992, tudo indica que será cada vez mais conhecido pelo mercado financeiro.

Este tipo de tecnologia em que as pessoas realizam uma imersão ao mundo virtual, por meio de avatares, conseguindo jogar, trabalhar e construir coisas em universos digitais paralelos, chama a atenção cada vez mais de grandes empresas.

 Para Cathie Wood, fundadora e CEO da Ark Invest, o metaverso pode ser uma oportunidade de multitrilhões de dólares, e essa tecnologia deve impactar todas as economias no futuro.

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“É uma grande ideia que provavelmente se infiltrará, assim como a tecnologia, de qualquer maneira, em todos os setores de maneiras que nem podemos imaginar agora”, afirmou Cathie, que acredita que o metaverso pode se transformar em um mercado trilionário.

Gigantes da economia global já adentram a essa nova tendência tecnológica. Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, a maior rede social de todos os tempos, e atual dono de aplicativos como Instagram e WhatsApp, anunciou que o nome de sua empresa mudaria, passando a se chamar Meta. Além da trilionária Microsoft, que já anunciou a chegada de avatares 3D no Teams em 2022.

A novidade, que vem sendo descrita como “ o novo capítulo da internet’’ não atrai apenas as empresas de tecnologia, mas companhias de diversos ramos, como Adidas, Nike, Nvidia, Disney e entre outras empresas que já enxergam no metaverso uma oportunidade gigantesca para os negócios.

“Nike, Adidas, Louis Vuitton, Rolex e tantas marcas de luxo terão, no metaverso, uma função similar à que desempenharam nos últimos 50 anos, com apenas uma diferença fundamental: nunca foi tão barato produzir um objeto de ostentação”, diz o analista Richard Camargo.

De acordo com o Business Insider, as interações do metaverso mais conhecidas são jogos, até o momento. Fortnite e Roblox são os que mais se destacam. No entanto, Cathie Wood acredita que a tecnologia deve se expandir para outros fins voltados para a indústria, por exemplo.

 “O metaverso é oportunidade de vários trilhões”, afirma Tim Sweeney, CEO da Epic Games. A Epic Games é dona de um dos jogos mais populares do mundo, o Fortnite, que evoluiu de um simples game para uma plataforma de socialização, que promove até mesmo shows de músicos famosos. Em uma das iniciativas de conexão do mundo real com o virtual, o Fortnite organizou apresentações de Travis Scott, Ariana Grande e Steve Aoki para os usuários assistirem de forma online.

Por meio dessa nova tecnologia, também será possível realizar negociações de bens virtuais. É o que já promete a Niantic Labs, empresa de software da companhia japonesa Nintendo, desenvolvedora do Pokemon Go, que anunciou parceria com a Fold para bônus em cashback de bitcoin no game.

Principalmente após a covid-19, e as experiências vividas ao participar de interações através das famosas, constantes e recentes videochamadas, se deu ainda mais a imersão de relações via mundo virtual. Hoje, uma reunião corporativa, a participação em um evento ou até um encontro pessoal conectados por meio do universo digital se tornaram algo comum.  O metaverso promete conseguir fazer isso e muito mais, como conhecer um escritório ou imóvel, visitas de negócios, ir à shows, balada com os amigos, e fazer diversas outras coisas, sem sair de casa.

Coisas como essa serão possíveis para o metaverso, um novo universo de realidade virtual, internet 3D, onde as pessoas vão interagir entre si por meio dos já conhecidos avatares digitais. A proposta deste mundo é desenvolvida a partir de diversas tecnologias, como realidade aumentada, redes sociais, criptomoedas etc. E tendo isso em vista, empresas já trabalham para tornar a nova tecnologia uma realidade também nos negócios.

Barreiras no Brasil

Para metaverso se tornar uma realidade no Brasil, a internet 5G deverá fazer parte do cotidiano. O que é um desafio para as companhias nacionais ligadas à tecnologia, como desenvolvedoras de software e as empresas de telecomunicações. Mais distante ainda para o investidor, que hoje precisa ter uma carteira de investimentos ‘dolariza’ para se aproximar das oportunidades da nova tendência.

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