Zé Carapô critica ”leilão” do Pros após mudança da direção estadual

Zé Carapô retirou a sua pré-candidatura à reeleição pelo partido. Segundo ele, a mudança de direção do partido, trouxe um processo de “leilão”

Postado em: 14-07-2022 às 08h08
Por: Thauany Melo
Zé Carapô retirou a sua pré-candidatura à reeleição pelo partido. Segundo ele, após a mudança de direção do partido, a sigla vem passando por um processo de “leilão” | Foto: Reprodução

Filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (Pros), o deputado estadual Zé Carapô (Pros) retirou a sua pré-candidatura à reeleição pelo partido. Ele está em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e se filiou ao Pros no último dia da janela partidária, em 2 de abril. Antes ele fazia parte do Democracia Cristã (DC). Não há mais possibilidade de mudança de partido.

Nos bastidores a conversa é que houve um desentendimento entre o deputado e o partido após mudanças no diretório estadual. Em um primeiro momento o Pros foi comandado pela jornalista e cantora católica, Talitta Di Martino, esposa de Tayrone Di Martino (Brasil 35). Em seguida a direção passou para Dhone Rodrigues. Carapô chegou a ser cotado para a presidência estadual da sigla. 

De acordo com Dhone Rodrigues a saída de Talitta Di Martino foi uma decisão da direção nacional. “Eu era o 1° Vice-presidente do partido. Com a saída dela, que foi através do Nacional, eu assumi a presidência do partido em Goiás”, explicou.

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Zé Carapô defende que houve um alinhamento com a cúpula nacional da legenda sobre os rumos que seriam tomados quanto ao apoio para o governo estadual. No entanto, após a mudança de direção do partido, a sigla vem passando por um processo de “leilão”. Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, 5 de junho, o pré-candidato à presidência Pablo Marçal (Pros) afirmou que o partido dialoga com diversos pré-candidatos ao Governo de Goiás.

O Pros sinalizou, no início, que poderia apoiar a reeleição do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil. No entanto, até o momento não houve resolução sobre o assunto. Conforme Marçal, a sigla apenas exclui os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), mas mantém diálogo com os demais pré-candidatos.

“O atual presidente nacional do partido, Marcus Holanda, veio até Goiânia entregar a direção estadual do partido para nós, para montarmos uma chapa de deputado federal com o compromisso de que nós teríamos liberdade de apoiar o projeto a governo estadual que o grupo entendesse ser melhor para Goiás. Montamos uma chapa competitiva e logo após o fim do período de filiação se encerrar, foi mudada a direção estadual do partido e se iniciou um processo de leilão da sigla no estado de Goiás. Tenho informações que em outros estados do Brasil estavam procedendo da mesma forma. Me opus a essa conduta e decidi retirar meu nome como pré candidato”, disse Zé Caraô ao O Hoje.

Dhone Rodrigues alegou que não houve diálogo com o deputado e que ele quer apenas reorganizar o partido no estado. “Estou conversando com todos os pré- candidatos do partido, inclusive estou a disposição do deputado Zé Carapô, que em momento algum me procurou para nenhum tipo de conversa. Meu objetivo é reorganizar o partido no estado, eleger deputados e pensar nas eleições municipais de 2024”, afirmou.

Durante a coletiva, Pablo Marçal rebateu comentários que o deputado estaria fazendo. “Se ele estiver magoado é só curar o coração dele. A gente está aberto a conversar, nosso presidente vai decidir isso. Espero que ele não se levante contra o partido porque aqui tem um homem, que é o nosso presidente”, defendeu.

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