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Relembre os três acessos do Atlético Goianiense à Série A

Postado em: 03-12-2019 às 08h45
Neste ano, o Dragão subiu com 62 pontos; os acessos anteriores foram conseguidos com 76 e 65 unidades, respectivamente - Foto: Afonso Cardoso

Luiz Felipe Mendes

Com o bem-sucedido ano chegando ao fim, o atual campeão goiano e futuro integrante da elite nacional viveu bons (e emocionantes) dias em 2019. Pela terceira vez em sua história, o Atlético Goianiense subiu da Série B para a Série A do Campeonato Brasileiro, no que o presidente Adson Batista descreveu como o “acesso mais emocionante”. Tracemos um paralelo entre os três.

Capítulo I – A Reconstrução

O ano é 2009. Uma temporada depois de conseguir o bicampeonato da Série C, feito inédito, o Dragão entra na segunda divisão sonhando alto. Logo na estreia, o time derrota o América-RN fora de casa por 2 a 1. Em seguida, volta a fazer bonito e bate o Bragantino por 3 a 1 no Serra Dourada. Na sequência, porém, perde por 3 a 0 para o Vasco, empata com a Ponte Preta e sofre novo revés diante do Campinense.

Poderia ter sido uma queda, mas o clube se recupera e soma uma invencibilidade de cinco partidas. A campanha é boa, e entre a 14ª e a 18ª rodadas o Atlético chega a liderar a competição. Aos poucos, os goianos se sacramentam como um dos postulantes ao acesso e na penúltima rodada ganham do Juventude por 3 a 1 longe da capital, firmando o acesso. O artilheiro do clube na edição é Marcão, com 14 gols. O técnico é Artur Neto. É a reconstrução da história rubro-negra.

Capítulo II – A Glória

O ano é 2016. A última vez que o Dragão participara de uma Série A havia sido em 2012. No ano seguinte, quase caiu para a Série C. Em 2014, passou perto de retornar à elite, mas não conseguiu. 2016 chegou com promessa de ventos melhores. O campeonato começa de maneira um pouco amarga para os atleticanos, os quais não contariam com o goleiro Márcio. Na primeira rodada, vitória fora de casa para cima do Oeste, com gol solitário de Viçosa. O Brasil de Pelotas, o Ceará e o Vila Nova sucumbem perante os campineiros, que só descobrem o que é perder na quinta rodada, graças ao Luverdense.

Quem disse que aquilo abalou o rubro-negro? Foram 37 das 38 rodadas entre os quatro melhores. Mas aquilo tudo poderia ser melhor, porque na 29ª o time alcançou a ponta da tabela de classificação. Novamente, tinha a companhia do Vasco da Gama. A diferença é de que, desta vez, os cariocas ficaram para trás. Com três confrontos de antecedência, o Atlético garante seu segundo acesso. Para cima do Tupi no Olímpico, a equipe faz 5 a 3 e conquista seu primeiro título de Série B. O artilheiro do clube na edição é Júnior Viçosa, com 10 bolas na rede. O técnico é Marcelo Cabo.

Capítulo III – Teste para Cardíaco

O ano é 2019. Foram 30 rodadas dentro do G-4. O Dragão entrou no torneio como um dos favoritos, e foi provando isso na bola. Flertou com a liderança. Após uma série de tropeços e uma recuperação incrível do América Mineiro, os goianos perdem seu espaço na zona do acesso nas vésperas do embate final. No duelo derradeiro, 0 a 0 com o Sport. A sorte foi que o Coelho perdeu para o rebaixado São Bento em seus próprios domínios. O artilheiro do clube na edição é Mike, dono de 12 gols. O técnico é Eduardo Barroca.

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