quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Relações internacionais

Trump diz ser “banqueiro” do Irã e ameaça ampliar pressão econômica

“Sou o banqueiro deles”: Trump usa pressão econômica nas negociações com Irã

Otavio Augustopor em
Trump diz ser “banqueiro” do Irã e ameaça ampliar pressão econômica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que utiliza a pressão econômica como uma das estratégias no conflito com o Irã. Em entrevista à rede Real America’s Voice, na segunda-feira (10), o republicano disse que mantém diferentes medidas em andamento enquanto negocia uma possível solução para a guerra.

Trump afirmou que não pretende detalhar as estratégias adotadas pelo governo americano. No entanto, declarou que a situação econômica do Irã faz parte da pressão exercida pelos Estados Unidos.

Segundo o presidente, o país enfrenta inflação elevada, desvalorização da moeda e dificuldades para financiar suas operações. Trump também afirmou que os Estados Unidos controlam recursos financeiros iranianos e, por isso, declarou ser o “banqueiro” do país.

As afirmações foram feitas durante uma entrevista na qual Trump também comentou a possibilidade de novas ações militares e a situação dos estoques americanos de armas e petróleo.

Pressão econômica entra nas negociações

Trump afirmou que a pressão econômica ocorre paralelamente às negociações com o governo iraniano. De acordo com o presidente americano, Teerã já estaria sentindo os efeitos das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

O republicano também declarou que não descarta uma retomada de ataques militares. Ao mesmo tempo, disse preferir manter o atual cenário enquanto a pressão econômica continua.

Trump afirmou ainda que o governo americano possui diferentes estratégias para lidar com o conflito. Entretanto, não apresentou detalhes sobre quais medidas adicionais poderiam ser adotadas.

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Além disso, o presidente classificou a situação econômica iraniana como um dos fatores que podem influenciar as negociações.

Trump rebate críticas sobre armas

Durante a entrevista, Trump também negou que os estoques americanos de munições e armamentos estejam próximos do esgotamento.

O presidente responsabilizou o ex-presidente Joe Biden pelo nível dos estoques. Segundo Trump, o governo anterior teria enviado mais de US$ 300 bilhões em armas para a Ucrânia.

Trump afirmou que sua administração está recompondo os estoques e que os Estados Unidos estariam produzindo armamentos em ritmo elevado.

O presidente também disse que os países europeus podem adquirir armas americanas e decidir posteriormente como utilizá-las. Segundo ele, parte desses equipamentos pode ser destinada à Ucrânia.

Entretanto, o próprio governo americano enfrenta questionamentos sobre o nível dos estoques de munições. Reportagens citadas no texto apontam para uma redução dos arsenais após meses de conflito no Oriente Médio.

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Nesta semana, o Pentágono pressionou empresas do setor de defesa para acelerar a produção de armamentos.

Reservas de petróleo também entram no debate

Trump também comparou os estoques estratégicos de petróleo dos Estados Unidos durante seu governo com os níveis registrados na administração de Joe Biden.

O presidente criticou Biden por ter reduzido as Reservas Estratégicas de Petróleo, conhecidas pela sigla SPR. Segundo Trump, os estoques foram utilizados durante o governo democrata e chegaram a um dos menores níveis registrados.

Trump defendeu o uso das reservas em períodos de guerra. Ao mesmo tempo, afirmou que os estoques poderão ser recompostos caso o conflito com o Irã termine e os preços do petróleo recuem.

Dados citados pela CNBC apontam que as reservas estratégicas americanas chegaram a 298,7 milhões de barris na semana passada. Esse foi o menor nível desde janeiro de 1983.

Assim, além das negociações e da pressão econômica sobre o Irã, Trump colocou a capacidade militar e os estoques estratégicos de petróleo entre os principais pontos do debate sobre a condução do conflito.

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