terça-feira, 25 de agosto de 2026
Economia

Confiança dos brasileiros na economia cai ao menor nível desde 2022

Pessimismo dos consumidores aumenta e confiança na economia cai em agosto

Otavio Augustopor Otavio Augusto em
Confiança dos brasileiros na economia cai ao menor nível desde 2022

A confiança dos consumidores brasileiros recuou novamente em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 3,6 pontos e chegou a 84,7 pontos. Esse foi o menor resultado desde novembro de 2022, quando o indicador registrou 83,5 pontos.

Além disso, agosto marcou a quarta queda consecutiva do índice. O resultado mostra uma piora na percepção das famílias sobre a situação econômica atual e, principalmente, sobre as perspectivas para os próximos meses.

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista da FGV, a sequência de quedas indica uma mudança na percepção dos consumidores em relação à economia. De acordo com ela, o movimento aparece tanto nas expectativas para o futuro quanto na avaliação do momento atual.

 

 

Expectativas recuam e puxam confiança para baixo

O ICC é formado por dois indicadores. O primeiro mede a percepção dos consumidores sobre a situação atual. O segundo acompanha as expectativas para os próximos meses.

Em agosto, o Índice de Situação Atual caiu 0,6 ponto e terminou o mês em 83,8 pontos. Já o Índice de Expectativas teve uma queda mais acentuada. O indicador recuou 5,4 pontos e chegou a 86,1 pontos.

Esse foi o menor nível do Índice de Expectativas desde julho de 2022, quando o indicador marcou 85,6 pontos.

Além disso, a queda ocorreu entre todas as faixas de renda consideradas pela pesquisa da FGV. Portanto, o movimento não ficou concentrado em apenas um grupo de consumidores.

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Intenção de compra de bens duráveis cai 10 pontos

A piora nas expectativas também aparece na intenção de consumo das famílias. Um dos componentes analisados pela FGV mede a previsão de compras de bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos.

Em agosto, esse indicador caiu 10 pontos e chegou a 74,7 pontos. Foi o menor resultado desde julho de 2022. Naquele mês, o índice havia registrado 68,1 pontos.

A redução indica menor disposição dos consumidores para realizar esse tipo de compra nos próximos meses. Consequentemente, o resultado também influencia a avaliação das perspectivas econômicas das famílias.

A confiança do consumidor pode afetar decisões de consumo. Quando as famílias demonstram menor segurança em relação ao futuro, a intenção de realizar determinadas compras também pode diminuir.

Famílias também veem futuro com mais cautela

Outro componente que apresentou queda foi o indicador que mede a percepção dos consumidores sobre a situação futura da própria família.

O índice recuou 4,6 pontos em relação a julho e terminou agosto em 82,9 pontos. Esse foi o menor resultado desde agosto de 2025, quando o indicador estava em 79,3 pontos.

Dessa forma, os dados de agosto mostram uma deterioração tanto na avaliação do presente quanto nas expectativas para o futuro.

Por fim, a sequência de quatro quedas consecutivas levou o Índice de Confiança do Consumidor ao menor nível em quase quatro anos. O resultado também veio acompanhado de uma redução na intenção de compra de bens duráveis e de uma avaliação menos favorável sobre as condições futuras das famílias.

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