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Mulheres

Pesquisa afirma que mulheres negras ainda são maioria em trabalhos domésticos

Postado em: 26-12-2019 às 17h44
Dados mostram que houve um aumento no número de idosas na categoria - Foto: Divulgação

Igor Afonso

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018 6,2 milhões de pessoas tinham como ocupação o serviço doméstico remunerado. Sendo assumido de várias formas, como diaristas, babás, jardineiros e cuidadores. Ao todo, 92% eram mulheres, das quais 3,9 milhões eram negras.

Ainda em 2018, constatou-se um aumento no número de mulheres na terceira idade que se tornaram parte da categoria. Os números subiram de 3% para 7%, quando confrontados os patamares de 1995.

A proporção de mulheres exercendo esse tipo de serviço decaiu de 1995 até o ano passado. A pesquisa feita pelo instituto revela que a maior parcela de trabalhadores domésticos sempre foram os negros e que apesar do decorrer do tempo, o fato não mudou.

No primeiro ano da série, a média de mulheres ocupadas no trabalho doméstico era de 17,3%, índice que caiu, ao longo dos 14 anos, para 14,6%. Entre as mulheres brancas, o indicador passou de 13,4% para 10%, enquanto o das mulheres negras baixou de 22,5% para 18,6%.

Segundo as pesquisadoras do Ipea, mesmo com os direitos conquistados pelas mulheres desse segmento, o avanço observado “não foi capaz de proporcionar, nem mesmo à metade das trabalhadoras, a segurança e a proteção social garantidas àquelas que possuem carteira assinada”.

"Uma das maiores marcas do trabalho doméstico no país está em sua informalidade e, mais ainda, na persistência desta informalidade", dizem as pesquisadoras, no estudo.

Outra característica observada que as trabalhadoras tem em comum é o pertencimento a famílias de baixa renda e a baixa escolaridade. Isso, segundo as pesquisadoras do Ipea, significa dizer também que, à medida que tais mulheres têm acesso à escola, acabam deixando esse tipo de ocupação e buscando vagas em outros ramos, como os serviços de telemarketing, que, avaliam, são "menos estigmatizados, mas não necessariamente menos precários". 

A pesquisa pode ser lida, na íntegra, no site do Ipea.

 

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